Os investigadores identificaram uma rede de bingos clandestinos ligada a Rogério Andrade, Vinicius Drumond e Adilsinho.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
O Ministério Público do Rio fez, na manhã desta quinta-feira, uma operação em um bingo clandestino na Tijuca, Zona Norte da capital. Segundo as investigações, o estabelecimento fazia parte da estrutura financeira da chamada nova cúpula do jogo do bicho. O objetivo é reunir novas provas e identificar outros integrantes do grupo criminoso.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), da Polícia Civil e da Polícia Militar, conduziu a ação. Os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão expedido pela 2ª Vara Especializada em Organização Criminosa. Os agentes recolheram 99 máquinas caça-níqueis.
De acordo com o MP, a investigação começou após a análise de celulares apreendidos durante a Operação Fissão, realizada em outubro de 2024. As mensagens apontaram a atuação conjunta de Rogério Costa de Andrade e Silva, Vinicius Pereira Drumond e Adilson Oliveira Coutinho Filho, apontados como lideranças da organização.
Os investigadores identificaram uma rede de bingos clandestinos ligada ao grupo. Em uma operação anterior, em um imóvel na Rua Maxwell, em Vila Isabel, foram apreendidas 48 máquinas caça-níqueis e outros equipamentos usados na exploração ilegal de jogos de azar.
‘Nova cúpula’
Interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal revelaram que Adilsinho defendia a criação de uma “nova cúpula” do jogo do bicho, com o objetivo de substituir os bicheiros tradicionais.
Em diálogos, ele menciona a proposta de renovar a liderança da contravenção, deixando de lado nomes históricos ligados ao carnaval e ao jogo ilegal, como Capitão Guimarães e Anísio Abrahão David. A estratégia incluiria a aproximação com Rogério de Andrade para consolidar um novo grupo de poder.
A ideia, segundo as investigações, era ampliar os negócios para além do jogo do bicho, fortalecendo também a máfia do cigarro e a exploração de jogos de azar online. Um cassino virtual clandestino ligado ao grupo teria movimentado cerca de R$ 130 milhões em três anos.
Adilsinho foi preso no dia 26 de fevereiro, em Cabo Frio, na Região dos Lagos. A captura ocorreu durante uma ação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), com participação da Polícia Federal, da Polícia Civil e do Ministério Público Federal (MPF).
A reportagem não conseguiu localizar a defesa dos citados, o espaço segue aberto para eventuais manifestações.