Rio de Janeiro, 17 de Junho de 2026

MPRJ combate esquema de suplementos falsificados

Operação do MPRJ combate grupo que fabricava e vendia suplementos falsificados pela internet, causando prejuízos a consumidores e empresas.

Quarta, 17 de Junho de 2026 às 15:16, por: CdB

Operação cumpriu14 mandados contra grupo acusado de fabricar e vender produtos adulterados pela internet em diferentes cidades fluminenses.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) fez, na manhã desta quarta-feira, uma operação contra uma organização criminosa investigada por fabricar e comercializar suplementos alimentares e produtos com finalidade terapêutica falsificados. A ação cumpre 14 mandados de busca e apreensão no Recreio dos Bandeirantes, em Duque de Caxias, Mangaratiba, São Pedro da Aldeia e Cabo Frio.

Operação do MPRJ mira suplementos falsificados

De acordo com as investigações, os suspeitos usavam plataformas de comércio eletrônico para anunciar suplementos de marcas reconhecidas, exibindo imagens dos produtos originais e oferecendo preços abaixo do mercado. No entanto, os consumidores recebiam mercadorias adulteradas, com composição diferente da informada nos rótulos.

Segundo o MPRJ, o grupo se aproveitava da credibilidade de grandes marketplaces para ampliar as vendas dos produtos falsificados, causando prejuízos financeiros aos consumidores e danos à reputação das empresas afetadas. As plataformas colaboraram com as investigações e forneceram informações que ajudaram a identificar os integrantes do esquema.

Clandestino

Ao todo, 14 pessoas foram denunciadas pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (CyberGaeco/MPRJ). Durante a primeira fase das apurações, a Polícia Civil localizou um laboratório clandestino utilizado na fabricação dos produtos e um galpão com grande estoque de suplementos, medicamentos, centenas de encomendas prontas para envio e milhares de rótulos falsificados.

Além dos prejuízos econômicos, o Ministério Público destaca os riscos à saúde pública, já que os produtos continham substâncias diferentes das anunciadas. Os denunciados responderão por associação criminosa, estelionato e falsificação de produtos.

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