Força integrada coordenada pela Polícia Federal mobiliza dezenas de órgãos e executa cerca de 180 mandados de busca em todo o país.
Por Redação, com CartaCapital – de Brasília
Uma megaoperação contra o crime organizado mobiliza forças de segurança em todo o país nesta quarta-feira, com ações simultâneas em 15 estados. Coordenada pela Polícia Federal no âmbito das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), a ofensiva cumpre 112 mandados de prisão e cerca de 180 mandados de busca e apreensão, tendo como alvos suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas, atuação em facções criminosas e lavagem de dinheiro.

Os alvos estão distribuídos por Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe, com operações específicas conduzidas de forma simultânea em diferentes regiões.
Uma das ações de maior alcance ocorre em Campinas (SP), onde investigadores miram uma organização com vínculos a facção criminosa e cumprem dezenas de ordens judiciais, além de promover o bloqueio de mais de 100 contas bancárias, com valores que podem chegar a R$ 70 milhões.
No Maranhão, outra frente investiga um grupo envolvido com tráfico em larga escala e lavagem de dinheiro, com bloqueio judicial que pode atingir cerca de R$ 297 milhões, incluindo bens de luxo e ativos registrados em nome de terceiros.
Tráfico
Em Pernambuco, a operação tem como alvo uma organização que atua com tráfico de drogas e armas, roubos de carga e lavagem de dinheiro, com bloqueio de até R$ 5 milhões em bens e valores. Já no Paraná, os agentes atuam contra um grupo ligado a facção criminosa com atuação violenta no interior do Estado, incluindo disputas territoriais.
Outras frentes atingem diferentes modalidades criminosas: no Espírito Santo, há investigação sobre desvio e revenda de drogas apreendidas, com afastamento de função pública; no Amazonas, o foco está no envio de entorpecentes por meio do terminal de cargas de aeroporto internacional; e, em Sergipe, no comércio ilegal de armas e munições.
A operação também alcança investigações sensíveis, como a apuração de possível colaboração de uma ex-servidora do Judiciário com organização criminosa no Pará, além de ações no Amapá para recuperação de equipamentos furtados e identificação de suspeitos. Em Minas Gerais e no Ceará, as equipes cumprem mandados contra foragidos e autores de crimes violentos considerados de alto risco à ordem pública.
Segundo as autoridades, a ação integra uma estratégia nacional baseada na atuação conjunta e coordenada entre diferentes forças de segurança. As FICCOs funcionam como forças-tarefa permanentes e estão distribuídas por todo o Brasil com o objetivo de ampliar a capacidade de investigação e repressão qualificada ao crime organizado.