Rio de Janeiro, 24 de Abril de 2026

Lula promete levar jabuticaba para acalmar Donald Trump

Lula promete levar jabuticaba a Donald Trump em evento sobre agricultura familiar. Saiba mais sobre o potencial agrícola do Brasil e suas implicações políticas.

Quinta, 23 de Abril de 2026 às 20:19, por: CdB

A Feira Brasil na Mesa, onde Lula esteve nesta manhã, apresentou tecnologias desenvolvidas pela Embrapa com foco na agricultura familiar.

Por Redação – de Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que levará uma jabuticaba para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como forma de “acalmá-lo”, durante um comentário sobre o potencial agrícola brasileiro em uma solenidade em Planaltina, no Distrito Federal. No discurso, Lula fez referência direta a líderes internacionais, ao comentar futuras viagens.

Lula promete levar jabuticaba para acalmar Donald Trump | A jabuticaba é uma fruta única do Brasil, que faz muito bem à saúde
A jabuticaba é uma fruta única do Brasil, que faz muito bem à saúde

— Agora, quando eu viajar, eu vou tentar levar um pé de jabuticaba para o Xi Jinping, vou tentar levar um para o Trump para acalmar ele. Dizer para ele que jabuticaba é calmante. Levar maracujá. Por que sabe o que acontece? O Brasil tem um potencial extraordinário, mas muitas vezes nós não sabemos aproveitar  — comentou.

A Feira Brasil na Mesa, onde Lula esteve nesta manhã, apresentou tecnologias desenvolvidas pela Embrapa com foco na agricultura familiar. As iniciativas buscam ampliar a produtividade, reduzir perdas e melhorar a qualidade dos alimentos produzidos no país.

 

Objetivo

Acompanhado por pesquisadores, Lula visitou o chamado “pomar da ciência”, onde são cultivadas espécies como baunilha, açaí, pitaya e maracujá. O laboratório reproduz técnicas acessíveis de cultivo, manejo e pós-colheita, com o objetivo de aproximar inovação científica da realidade dos pequenos produtores.

Quanto à crescente presença de Trump no debate político brasileiro, o que levou o presidente a tecer o comentário sobra a jabuticaba, a ação do mandatário norte-americano tem poder para influenciar diretamente a disputa eleitoral de 2026, entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Especialistas apontam que o chamado “efeito Trump” tende a impactar o comportamento do eleitor em um cenário de forte polarização.

A avaliação foi apresentada pelo cientista político Rafael Cortez durante o programa Ponto de Vista, exibido pela revista semanal ultraconservadora Veja. Segundo o analista, a estratégia adotada por Lula ao tensionar o debate envolvendo Trump ultrapassa a política externa e pode gerar efeitos concretos no campo eleitoral.

 

Impacto

Cortez aponta, ainda, que a figura do líder norte-americano pode beneficiar diretamente a campanha do atual presidente brasileiro.

— A figura do Donald Trump tende a ser um fator que joga no sentido positivo para a campanha de reeleição de Lula — disse.

Para o cientista político, o tema tende a servir como elemento de diferenciação em uma corrida que se mostra equilibrada entre Lula e Flávio Bolsonaro. A associação do bolsonarismo com Trump, segundo ele, pode representar um custo político relevante para a oposição.

— Ele pode ser um mecanismo que vai fazer com que a rejeição do Flávio Bolsonaro permaneça em patamar alto — afirmou Cortez.

 

Fake news

Um dos fatores de desequilíbrio na corrida eleitoral deste ano é o fato de a ultradireita manobrar as redes sociais e, nelas, disseminar notícias falsas sobre temas caros ao governo petista. Um deles é a questão da jornada de trabalho de 6×1. Para neutralizar a ação dos adversários, Lula determinou que se intensifique o monitoramento de conteúdos falsos sobre o tema e prepara uma estratégia de comunicação para reagir à desinformação.

Segundo o portal de notícias do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, o UOL, a iniciativa busca enfrentar narrativas que questionam os efeitos da medida e destacar seus impactos na rotina dos trabalhadores. A equipe de comunicação do Planalto identificou a circulação de mensagens nas redes sociais que associam a mudança na jornada de trabalho a demissões e fechamento de empresas.

Edições digital e impressa