Após o encontro, a cúpula do partido orientou os deputados a intensificar o confronto político com a oposição, especialmente explorando o caso Banco Master.
Por Redação – de Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a cobrança para o núcleo político de sua candidatura à reeleição acelere o passo na reação aos ataques fascistas, promovidos pela mídia conservadora e nas redes sociais. Na última reunião com a coordenação de campanha, Lula não escondeu sua preocupação com o cenário político.

Aos presentes no encontro, realizado há alguns dias no Palácio da Alvorada, Lula também expressou insatisfação com a dificuldade de transformar ações do governo em apoio eleitoral e cobrou mais empenho de sua base política para reagir ao crescimento do campo fascista, liderado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato da ultradireita nas próximas eleições.
O presidente, segundo relatos de participantes da reunião à mídia conservadora, sinalizou insatisfação com os resultados dos levantamentos recentes e com o ritmo da pré-campanha. A avaliação interna é de que os adversários avançaram mais rapidamente na estruturação política e estratégica, o que aumentou o nível de alerta dentro do PT.
Estratégia
Após o encontro, a cúpula do partido orientou os deputados a intensificar o confronto político com a oposição, especialmente explorando o caso Banco Master. A estratégia inclui ampliar a repercussão das declarações de Lula e associar o episódio ao bolsonarismo.
Lula, nos últimos dias, tem se reunido com frequência com o núcleo de coordenação de sua pré-campanha. Participaram do encontro nomes centrais da articulação política, como Edinho Silva, presidente do PT e coordenador-geral da campanha, Sérgio Gabrielli, responsável pelo programa de governo, e José de Filippi Jr., que atuará como tesoureiro.
Após a conversa com Lula, o presidente da legenda encaminhou as orientações presidenciais à bancada petista, na Câmara. Durante reunião com deputados, ele destacou que o PL já estruturou uma equipe jurídica robusta e uma estratégia de comunicação consolidada. Também reforçou a importância da arrecadação de recursos, incentivando a participação em eventos como um jantar previsto para abril.
Investimento
Outro ponto destacado foi a diferença na gestão de recursos partidários. Segundo Edinho Silva, o PL não distribui verbas do fundo partidário aos diretórios estaduais, o que amplia sua capacidade de investimento direto na campanha eleitoral.
Durante o encontro, parlamentares foram orientados a alinhar o discurso à comunicação do governo e a reforçar narrativas estratégicas. Um dos exemplos citados foi a associação do caso Banco Master à gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central (BC), ainda durante o governo de Jair Bolsonaro.
Lula já havia classificado o escândalo financeiro como “ovo da serpente” deixado pela administração anterior. Embora o governo avalie não ter relação com o escândalo, há o entendimento de que o caso tem provocado desgaste na imagem da atual gestão.