Lula indicou o atual chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, enquanto Alcolumbre queria a nomeação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Após a conversa, o ambiente ficou mais mais favorável à indicação presidencial.
Por Redação – de Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Davi Alcolumbre (União-AP) reunidos no Palácio da Alvorada, durante as festas de fim de ano, fumaram o cachimbo da paz e reduziram as tensões políticas que marcaram o relacionamento entre o Executivo e o Congresso, nos últimos meses. O objetivo do encontro foi a reorganização do diálogo entre os Poderes.

A conversa ocorreu quando as divergências se acumulavam principalmente em torno da indicação para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O assunto foi ventilado apenas nesta sexta-feira, pela mídia conservadora. A escolha de um nome para o STF diferente daquele defendido por Alcolumbre esteve no centro da celeuma.
Lula indicou o atual chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, enquanto Alcolumbre queria a nomeação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Após a conversa, o ambiente ficou mais mais favorável à indicação presidencial.
Alívio
Segundo relato de um interlocutor do presidente a colunistas, Lula demonstrou alívio ao comentar o desfecho do encontro.
— O caminho do Messias está pacificado — teria dito o chefe do Executivo, sinalizando que a resistência política à indicação teria sido superada ou, ao menos, significativamente reduzida.
Nenhuma das partes confirmou, ou negou, o encontro e a pauta discutida na reunião mas, nos bastidores, circulam especulações sobre a distribuição de cargos como parte do entendimento político. Um dos nomes citados é o de Otto Lobo, para a Presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o que seria um ponto para Alcolumbre.