O Ministério da Defesa de Israel afirmou que Al Hadad foi “um dos principais arquitetos do massacre de 7 de outubro de 2023”.
Por Redação, com CartaCapital – de Gaza
O chefe do braço armado do Hamas morreu na sexta-feira 15 em Gaza em um ataque do Exército israelense, anunciaram neste sábado as Forças de Defesa de Israel e o movimento islamista palestino.

“O Exército e a agência de segurança interna anunciam que na (sexta-feira), em um ataque de precisão na área da Cidade de Gaza, o terrorista Ezedin Al Hadad foi eliminado”, disseram as Forças Armadas israelenses.
Dois dirigentes do Hamas confirmaram à agência francesa de notícias Agence France-Presse (AFP) a morte de Al Hadad.
– Ezedin Al Hadad foi assassinado ontem em um ataque israelense contra um apartamento e um veículo civil na Cidade de Gaza – afirmou um dirigente do Hamas. Um integrante do braço armado do movimento confirmou o falecimento.
O Ministério da Defesa de Israel afirmou que Al Hadad foi “um dos principais arquitetos do massacre de 7 de outubro de 2023”, quando mais de 1,2 mil pessoas morreram no território israelense, vítimas do ataque surpresa do Hamas.
O governo israelense também o acusava de ser responsável pelo sequestro de civis e soldados no mesmo dia. O Hamas tomou 251 reféns em 7 de outubro de 2023.
ONU
O ataque desencadeou uma guerra, na qual a campanha de retaliação israelense devastou a Faixa de Gaza, onde vivem mais de dois milhões de palestinos, e matou mais de 72 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde do território, que atua sob autoridade do Hamas e cujos números são considerados confiáveis pela ONU.
Os últimos 20 reféns vivos recuperaram a liberdade em outubro do ano passado, poucos dias após a entrada em vigor de um cessar-fogo entre Israel e Hamas, aplicado sob pressão dos Estados Unidos.