Rio de Janeiro, 16 de Maio de 2026

Líder do braço militar do Hamas morre em ataque israelense

Ezedin Al Hadad, líder do braço militar do Hamas, foi morto em ataque israelense. Ele era acusado de arquitetar o massacre de 7 de outubro de 2023.

Sábado, 16 de Maio de 2026 às 12:16, por: CdB

O Ministério da Defesa de Israel afirmou que Al Hadad foi “um dos principais arquitetos do massacre de 7 de outubro de 2023”.

Por Redação, com CartaCapital – de Gaza

O chefe do braço armado do Hamas morreu na sexta-feira 15 em Gaza em um ataque do Exército israelense, anunciaram neste sábado as Forças de Defesa de Israel e o movimento islamista palestino.

Líder do braço militar do Hamas morre em ataque israelense | Destroços de prédio residencial na Cidade Gaza, em 16 de maio de 2026, após bombardeio israelense
Destroços de prédio residencial na Cidade Gaza, em 16 de maio de 2026, após bombardeio israelense

“O Exército e a agência de segurança interna anunciam que na (sexta-feira), em um ataque de precisão na área da Cidade de Gaza, o terrorista Ezedin Al Hadad foi eliminado”, disseram as Forças Armadas israelenses.

Dois dirigentes do Hamas confirmaram à agência francesa de notícias Agence France-Presse (AFP) a morte de Al Hadad.

– Ezedin Al Hadad foi assassinado ontem em um ataque israelense contra um apartamento e um veículo civil na Cidade de Gaza – afirmou um dirigente do Hamas. Um integrante do braço armado do movimento confirmou o falecimento.

O Ministério da Defesa de Israel afirmou que Al Hadad foi “um dos principais arquitetos do massacre de 7 de outubro de 2023”, quando mais de 1,2 mil pessoas morreram no território israelense, vítimas do ataque surpresa do Hamas.

O governo israelense também o acusava de ser responsável pelo sequestro de civis e soldados no mesmo dia. O Hamas tomou 251 reféns em 7 de outubro de 2023.

ONU

O ataque desencadeou uma guerra, na qual a campanha de retaliação israelense devastou a Faixa de Gaza, onde vivem mais de dois milhões de palestinos, e matou mais de 72 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde do território, que atua sob autoridade do Hamas e cujos números são considerados confiáveis pela ONU.

Os últimos 20 reféns vivos recuperaram a liberdade em outubro do ano passado, poucos dias após a entrada em vigor de um cessar-fogo entre Israel e Hamas, aplicado sob pressão dos Estados Unidos.

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