Rio de Janeiro, 11 de Maio de 2026

Bloco europeu impõe sanções a extremistas israelenses e Hamas

A União Europeia aprova sanções contra colonos israelenses violentos e o Hamas, mas proposta de tarifas sobre produtos de assentamentos não avança.

Segunda, 11 de Maio de 2026 às 14:44, por: CdB

No entanto, a proposta de impor tarifas sobre produtos provenientes de assentamentos israelenses não atingiu o quórum necessário em Bruxelas para ser levada adiante.

Por Redação, com ANSA – de Bruxelas

A União Europeia aprovou nesta segunda-feira sanções contra colonos israelenses violentos na Cisjordânia, após a Hungria ter retirado seu veto às medidas, que exigiam unanimidade. O bloco também incluiu novos vetos ao grupo fundamentalista árabe Hamas.

Bloco europeu impõe sanções a extremistas israelenses e Hamas | Danos causados por invasão de colonos israelenses em um vilarejo palestino na Cisjordânia
Danos causados por invasão de colonos israelenses em um vilarejo palestino na Cisjordânia

– Os ministros das Relações Exteriores da UE acabam de dar luz verde às sanções contra os colonos israelenses pelos seus atos de violência contra os palestinos – escreveu no X a alta representante do bloco europeu, Kaja Kallas, acrescentando que também foram renovadas novas penalidades “contra figuras proeminentes do Hamas”.

– Já era hora de sair do impasse e chegar à ação concreta. O extremismo e a violência têm consequências – frisou Kallas.

No entanto, a proposta de impor tarifas sobre produtos provenientes de assentamentos israelenses não atingiu o quórum necessário em Bruxelas para ser levada adiante.

Israel

Ainda assim, Israel chamou de “arbitrárias” as sanções aprovadas pelos europeus nesta segunda, além de definir a decisão como “sem fundamento”.

– A comparação que a UE escolheu fazer entre cidadãos israelenses e terroristas do Hamas é ultrajante, uma equivalência moral completamente distorcida – disse no X o ministro das Relações Exteriores de Tel Aviv, Gideon Sa’ar, antes de acrescentar: “Israel sempre defendeu o direito dos judeus de se estabelecerem no coração de nossa pátria”, referindo-se à Cisjordânia. 

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