Ministros da Corte disseram a colunistas da mídia conservadora que há uma corrente favorável à análise do caso ainda em março.
Por Redação – de Brasília
O Supremo Tribunal Federal (STF) avalia a possibilidade de julgar ainda no primeiro semestre de 2026 o processo central que apura irregularidades nas chamadas emendas de relator, conhecidas como ‘orçamento secreto’. A avaliação ocorre em meio à proximidade do calendário eleitoral e ao prazo de desincompatibilização, período em que ocupantes de cargos públicos precisam se afastar de suas funções para disputar as eleições de outubro.

Ministros da Corte disseram a colunistas da mídia conservadora que há uma corrente favorável à análise do caso ainda em março, antes do início do prazo de desincompatibilização, previsto para começar em abril. A avaliação é que uma decisão antecipada poderia evitar interferências diretas no processo eleitoral, uma vez que muitos parlamentares investigados pretendem concorrer a cargos eletivos.
A Presidência da Corte, no entanto, ponderou que um eventual adiamento por alguns meses poderia reduzir o risco de pedidos de vista, que costumam suspender julgamentos por tempo indeterminado. Para integrantes do STF, atrasar o exame do processo poderia garantir maior fluidez à votação e evitar a paralisação do julgamento em um tema considerado sensível.
Calendário
Alguns ministros avaliam que qualquer decisão sobre as emendas de relator pode ter efeitos diretos sobre parlamentares em atividade, o que torna o momento do julgamento um elemento estratégico. O contexto reforça o cuidado do STF em equilibrar o calendário político com a necessidade de dar respostas institucionais ao processo em curso.
O caso atinge nomes de peso do Congresso e atravessa praticamente todos os partidos.