Natural de Bolonha, a apenas 40 quilômetros do circuito de Ímola, o piloto da Mercedes deve se tornar o primeiro italiano a conquistar o título na F1 em 73 anos — o último foi Alberto Ascari, em 1953.
Por Redação, com ANSA – de Roma
O Autódromo Internacional Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, na Itália, vai transmitir em um telão o Grande Prêmio do México de Fórmula 1, no próximo domingo, prova que deve consagrar o italiano Kimi Antonelli como o mais jovem campeão da história da categoria máxima do automobilismo mundial.

Natural de Bolonha, a apenas 40 quilômetros do circuito de Ímola, o piloto da Mercedes deve se tornar o primeiro italiano a conquistar o título na F1 em 73 anos — o último foi Alberto Ascari, em 1953.
A exibição do GP do México ocorrerá na Sala Museo Checco Costa, com entrada gratuita, e o evento busca oferecer a moradores da região e entusiastas a chance de acompanhar a corrida em um dos principais palcos do automobilismo mundial, que ficou tristemente marcado como local do acidente que matou o tricampeão Ayrton Senna, em 1994.
– Esperamos de verdade que seja uma noite importante e emocionante para a nossa cidade e para todo o esporte italiano.
A paixão pela Ferrari faz parte do nosso DNA e bate sempre muito forte no coração de todos nós, mas hoje o entusiasmo por um talento extraordinário do nosso território se soma a essa fé vermelha – afirmou o prefeito de Ímola, Marco Panieri.
Antonelli, de 20 anos de idade, precisa de apenas um nono lugar no México para ser campeão. Em 18 etapas na temporada até o momento, em somente duas ele não alcançou essa posição: em Barcelona, onde abandonou, e em Silverstone, onde foi 15º colocado.
Número 12
Perto de conquistar o título mundial de Fórmula 1, o piloto Andrea Kimi Antonelli, da Mercedes, afirmou que pretende continuar correndo com o número 12, em vez de adotar o tradicional número 1 em seu carro na próxima temporada.
O jovem italiano, que está próximo de conquistar o título da categoria aos 20 anos, mais de sete décadas após o último compatriota a alcançar o feito, utiliza o número 12 em sua Mercedes em homenagem ao brasileiro Ayrton Senna, tricampeão mundial de F1. O ídolo correu com essa numeração durante suas passagens pelas equipes Lotus e McLaren.
– Preciso concluir meu trabalho no México primeiro, mas acho que, assim que alcançar meu objetivo, vou continuar com o número 12 – afirmou Antonelli em entrevista ao jornal suíço Blick.
Na F1, o número 1 é tradicionalmente associado ao atual campeão mundial, que pode optar por utilizá-lo na temporada seguinte. A numeração passou a ser reservada ao campeão em 1974, embora sua utilização não seja obrigatória.
O último piloto italiano a USAR o número 1 em uma prova foi Ludovico Scarfiotti, no GP da Itália de 1966, quando os números dos carros eram definidos pelos organizadores das provas, sem necessariamente estar relacionados à classificação do campeonato anterior.
Com cinco etapas restantes, Antonelli poderá assegurar o título já no México. Para isso, basta terminar a corrida entre os nove primeiros colocados, resultado que lhe garantiria os pontos necessários para confirmar matematicamente a conquista, independentemente dos resultados de seus rivais diretos.
Atualmente, o italiano soma 365 pontos, contra 242 de Russell e 241 de Hamilton. Caso termine a prova mexicana na nona posição, Antonelli acrescentará dois pontos à sua pontuação e chegará a 367, eliminando as possibilidades matemáticas de seus adversários o ultrapassarem na classificação.
Em outros cenários, caso Antonelli fique em 10º, ele será campeão apenas se Russell não triunfar no México. Já se terminar a corrida em 11º ou pior, o italiano garantirá o título se o britânico e Hamilton não vencerem a prova.