O segundo colocado no Mundial marcou um tempo de 1m43s347 em sua melhor volta e colocou pouco mais de meio segundo de vantagem sobre seu companheiro de equipe, o italiano Kimi Antonelli.
Por Redação, com ANSA – de Baku
O britânico George Russell, da Mercedes, liderou o segundo treino livre para o Grande Prêmio do Azerbaijão de Fórmula 1, no circuito de rua de Baku, nesta quinta-feira.

O segundo colocado no Mundial marcou um tempo de 1m43s347 em sua melhor volta e colocou pouco mais de meio segundo de vantagem sobre seu companheiro de equipe, o italiano Kimi Antonelli, líder do campeonato.
O tetracampeão Max Verstappen, da Red Bull, apareceu em terceiro lugar, a oito décimos de Russell, seguido por Charles Leclerc e Lewis Hamilton — os pilotos da Ferrari ficaram a mais de um segundo do britânico da Mercedes.
O atual campeão Lando Norris (McLaren), Pierre Gasly (Alpine), Oscar Piastri (McLaren), Isack Hadjar (Red Bull) — de volta às pistas após perder as últimas três corridas devido a uma lesão no pulso — e Esteban Ocon (Haas) completaram o top 10.
Já o brasileiro Gabriel Bortoleto, da Audi, foi apenas o 14º colocado.
Mais cedo, Russell já havia liderado o primeiro treino livre em Baku. As sessões ocorreram nesta quinta porque a corrida será realizada neste sábado, já que o Azerbaijão celebrará um feriado nacional no domingo em memória dos militares mortos na guerra de 2020 contra a Armênia.
Aos 20 anos de idade, Antonelli tem 292 pontos na liderança do Mundial e está muito perto de se tornar o campeão mais jovem da história da F1. Russell é o segundo, com 211, seguido por Hamilton, com 191.
Charles Leclerc
O monegasco Charles Leclerc procurou na quarta-feira colocar um ponto final na polêmica envolvendo sua relação com o parceiro britânico Lewis Hamilton dentro da Ferrari.
Durante a coletiva de imprensa dos pilotos em Baku, antes do Grande Prêmio do Azerbaijão de Fórmula 1, o piloto afirmou que os dois já conversaram sobre os episódios de disputa em pista e que existem regras claras de conduta entre os companheiros de equipe.
– Há momentos em que às vezes fui longe demais, e outras vezes foi o Lewis, mas o fundamental é conversar sobre isso — e nós conversamos, porque somos uma equipe – declarou Leclerc.
O monegasco também fez referência ao incidente ocorrido na Curva 2 durante o Grande Prêmio da Itália, em Monza, e afirmou que a Ferrari não pretende repetir situações semelhantes.
– As regras de conduta entre nós são claras, e não queremos que incidentes como o da Curva 2 em Monza se repitam. Mas acho que o assunto foi analisado e discutido de forma desproporcional — embora isso sempre aconteça quando a Ferrari está envolvida – disse.
Leclerc ressaltou ainda que considera Hamilton um dos principais pilotos do grid e que a presença do heptacampeão na escuderia italiana representa justamente a oportunidade de competir em alto nível. “Estou na F1 para correr contra os melhores, e Hamilton é um deles”, afirmou.
Ao comentar o cenário competitivo do campeonato, Leclerc destacou a evolução da McLaren e a força constante da Mercedes.
Segundo ele, a Ferrari enfrentou dificuldades em algumas áreas, mas conseguiu reduzir parte da diferença para as equipes rivais.
– A McLaren evoluiu bastante e a Mercedes está sempre um passo à frente, enquanto nós tivemos dificuldades em certas áreas. Mas as diferenças diminuíram agora, e cabe a nós dar o nosso máximo – afirmou.
O monegasco não revelou, porém, se haverá troca de sua unidade de potência para a corrida em Baku.
Leclerc também foi questionado sobre o desempenho do italiano Kimi Antonelli e admitiu que gostaria de entender o que tem permitido ao jovem piloto da Mercedes apresentar resultados tão consistentes.
– O segredo dele? Eu adoraria saber; ele está fazendo algo que realmente funciona – comentou.
Para Leclerc, Antonelli conseguiu dar um salto significativo em relação à sua primeira temporada e vem demonstrando um desempenho de alto nível mesmo tendo George Russell como companheiro de equipe.
– Ele teve dificuldades na primeira temporada, mas este ano tem sido perfeito, mesmo contra um piloto que considero muito bom, como Russell. Não sabemos exatamente qual é o segredo da força dele, mas ele sempre consegue fazer a volta quando é preciso – concluiu.