A continuação da paralisação foi definida pela categoria na noite da terça-feira, em nova assembleia.
Por Redação, com CartaCapital – de São Paulo
A região metropolitana de São Paulo vive o segundo dia da greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, a CPTM, diante da falta de acordo com o governo chefiado por Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo a companhia, nesta quarta-feira, as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade operam parcialmente.

Os trens da linha 11 estão circulando entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases, sendo o restante do trecho atendido por ônibus do Paese, sistema acionado em São Paulo para transportar passageiros quando há falhas ou paralisações no metrô, trens ou ônibus. A linha 12 tem circulação somente entre as estações Brás e Engenheiro Goulart. Já na linha 13, a operação parcial atende o trecho entre as estações Engenheiro Goulart e Aeroporto-Guarulhos. As Linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda, que são concedidas, e a 10-Turquesa operam regularmente.
Devido à paralisação, o rodízio municipal de veículos continua suspenso pela prefeitura. As linhas operadas pelo Metrô, 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata também voltaram a operar mais cedo nesta quarta-feira. Segundo o governo de São Paulo, as linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda também estão com reforço das equipes operacionais e de atendimento.
Segundo a CET, a cidade apresentava quase 700 quilômetros de congestionamentos pela manhã, sendo mais expressivos os registros da zona leste e na Zona Sul, ambas com quase 200 quilômetros de lentidão.
Paralisação
A continuação da paralisação foi definida pela categoria na noite da terça-feira, em nova assembleia. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, que coordena a greve, chegou a dar um tempo para que o governo Tarcísio (Republicanos) se manifestasse oficialmente sobre a manutenção dos empregos dos trabalhadores da CPTM após a privatização das três linhas, o que não ocorreu. Segundo o sindicato, essa é a principal reivindicação dos ferroviários durante o processo de negociação. Uma nova assembleia está marcada nesta quarta-feira.
Na terça-feira, a CPTM e o governo de São Paulo divulgaram uma nota dizendo que ‘lamentavam’ a continuidade da greve e que a paralisação ocorreu mesmo depois de o Estado garantir ao sindicato, na última segunda-feira, o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e a análise de projetos de lei de interesse da categoria, entre eles a absorção dos empregados por outros órgãos públicos estaduais.
“O Governo de São Paulo reitera que lamenta a continuidade da greve. A paralisação compromete o deslocamento de milhares de trabalhadores, estudantes e demais passageiros que dependem diariamente do sistema ferroviário”, registrou.