Categoria aprovou retorno ao trabalho em assembleia e permanece em estado de greve enquanto negociações salariais continuam.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A circulação de ônibus foi normalizada na manhã desta quinta-feira, um dia após os rodoviários decidirem suspender a greve que paralisava o transporte desde segunda, no Rio. Nos principais pontos e terminais, a oferta de coletivos aumentou e as filas registradas nos últimos dias praticamente desapareceram.

Nas primeiras horas da manhã, o movimento no Terminal Gentileza, um dos principais polos de integração do transporte público da cidade, foi intenso, mas sem registro de transtornos. Com a suspensão da greve dos rodoviários, passageiros seguiram embarcando normalmente, embora alguns se queixassem dos atrasos pontuais
– Infelizmente, os ônibus ainda estão passando de meia em meia hora, mas nada de compara a anteontem, quando cheguei no trabalha com mais de 2 horas de atraso – disse uma passageira ao programa jornalístico da TV Globo, Bom Dia, Rio.
O retorno da frota ocorreu depois que a categoria aprovou, em assembleia realizada na quarta-feira, a suspensão da paralisação e a retomada das atividades. Apesar da decisão, os trabalhadores seguem em estado de greve, o que permite uma nova interrupção do serviço caso as negociações com as empresas não avancem.
O Centro de Operações da Prefeitura do Rio (COR-Rio) informou que, desde a meia-noite, tanto os ônibus convencionais quanto o sistema BRT passaram a operar com a frota integral.
O que levou ao fim da paralisação:
A decisão de encerrar temporariamente a greve foi influenciada por dois fatores principais. O primeiro é a determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que elevou de 50% para 80% o percentual mínimo da frota que deveria permanecer em circulação durante a paralisação.
Na quarta-feira, mesmo com a nova determinação, o Rio Ônibus informou que apenas 1.650 veículos circulavam às 7h.
Outro fator acabou sendo a audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Durante a reunião, o TRT e o Ministério Público do Trabalho (MPT) solicitaram que os rodoviários suspendessem a greve até a próxima rodada de negociações, marcada para próxima segunda-feira.
Em contrapartida, as empresas assumiram o compromisso de não descontar os dias parados nem o vale-refeição dos trabalhadores, além de discutir uma proposta de reajuste salarial superior aos 4% oferecidos até o momento.
A greve
A greve foi aprovada pelos rodoviários na noite de domingo. A categoria reivindica piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e de R$ 5 mil para condutores de ônibus articulados, além de reajuste no vale-alimentação e adoção da escala de trabalho 5×2.