Apesar do aumento no número de ônibus em circulação, passageiros enfrentaram longas filas e demora para embarcar nas primeiras horas da manhã em diferentes pontos da cidade.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A greve dos rodoviários do Rio entrou no segundo dia nesta terça-feira sem previsão de encerramento e ainda provoca transtornos para quem depende do transporte público.

Apesar do aumento no número de ônibus em circulação, passageiros enfrentaram longas filas e demora para embarcar nas primeiras horas da manhã em diferentes pontos da cidade.
Segundo o Rio Ônibus, 1.250 coletivos deixaram as garagens nesta terça-feira. O número é superior aos cerca de 900 veículos que circularam na segunda, primeiro dia da paralisação, mas ainda está abaixo do 50% da frota, determinados pela Justiça do Trabalho.
No Terminal Deodoro, passageiros relataram dificuldade para conseguir embarcar. Nas redes sociais, usuários também reclamaram da demora e da lotação dos coletivos.
“Desde 6h30 aqui esperando. A fila aumenta, os ônibus estão lotados e, mais um dia, não vou conseguir chegar no trabalho”, escreveu uma passageira.
“Essa greve de ônibus do RJ tá me matando. 1h pra pegar um ônibus e o BRT”, publicou outro usuário. “Mais um dia tentando chegar no trabalho… greve, greve, greve”, comentou mais um.
BRT
Para tentar reduzir os impactos da paralisação, a MOBI-Rio informou que colocou 361 ônibus articulados em circulação nos quatro corredores do BRT, um aumento de 26% em relação ao efetivo utilizado na segunda-feira.
Os sistemas de trens, metrô e barcas operam normalmente.
Audiência
O Tribunal Regional do Trabalho marcou para a manhã desta terça-feira uma audiência de conciliação sobre o dissídio coletivo da categoria. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, convocou uma assembleia em frente ao tribunal logo após a reunião.
Diferentemente do primeiro dia de greve, quando o Rio Ônibus informou que cerca de 50 coletivos foram depredados durante piquetes, até o início da manhã desta terça-feira não havia registro de novos casos de vandalismo.
A greve
A greve foi aprovada pelos rodoviários na noite de domingo. A categoria reivindica piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e de R$ 5 mil para condutores de ônibus articulados, além de reajuste no vale-alimentação e adoção da escala de trabalho 5×2.
No sábado, o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) reconheceu a legalidade da paralisação, mas determinou que pelo menos 50% da frota de cada linha permaneça em circulação. A decisão também prevê multa de R$ 50 mil para os sindicatos em caso de descumprimento.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, afirmou que a greve será mantida e que a categoria cumprirá a determinação judicial. Segundo ele, o sindicato já comunicou a decisão aos consórcios e aguarda um posicionamento das empresas.
A prefeitura do Rio disse que acompanha a situação e reforça que adotará as medidas necessárias para reduzir os impactos à população e garantir o direito de ir e vir dos cariocas, inclusive já solicitou à Justiça o aumento deste percentual.