Rio de Janeiro, 01 de Agosto de 2026

FIFA recua e anula privatização das Copas do Mundo

Por Rui Martins - Gianni Infantino tem sua própria galinha de ovos de ouro, que fique com ela, mas não infernize e nem destrua o futebol.

Sábado, 01 de Agosto de 2026 às 11:19, por: Rui Martins

O dirigente da FIFA, o suíço Gianni Infantino, que se julga o rei Midas capaz de transformar em ouro ou dólar tudo quanto toca, acaba de enfiar o rabo entre as pernas e jogar no WC do banheiro seu projeto de privatização das Copas do Mundo e competições internacionais.

Por Rui Martins, editor do Direto da Redação
O dirigente da FIFA iria destruir o espírito esportivo da FIFA

Desta vez, seu plano de ganhar dinheiro e fazer outros ricaços aumentarem suas fortunas, como o genro do presidente Trump, desta vez não ia dar certo, houve forte reação e poderia até lhe custar a direção da FIFA, talvez até suas residências em Zurique e Doha, e a poltrona dourada.

Bem feito Gianni Infantino! A FIFA não deve se deve se transformar numa galinha de ovos de ouro para ricaços e bilionários, que não sabem nem chutar uma bola, se encherem ainda mais de grana, oligarcas sem clube e sem nação preferida, aumentando seus bilhões em cima do suor de futebolistas e de torcidas enganadas, utilizando-se árbitros para falsear resultados, pausas de publicidade no meio dos jogos, transformando competições nacionais em promoções publicitárias de marcas e bebidas adocicadas. Podendo até jogar, em nome do dólar, país e povo, um contra o outro, como quase ocorreu no final da última Copa.

Gianni Infantino tem sua própria galinha de ovos de ouro, que fique com ela, mas não infernize e nem destrua o futebol. Seu plano de privatizar as Copas do Mundo, tornaria os jogos internacionais em jogos de apostas, transformaria os estádios em casinos de jogos de azar e apostas, poderia até acabar com o entusiasmo e o ardor nacional dos jogadores e das torcidas.
Nicholas McGeehan, da ONG FairSquare por um esporte responsável, já havia denunciado a falta de neutralidade da FIFA, a controvertida Copa do Qatar, os preços extravagantes na última Copa, restrições para vistos a torcedores, jogadores e mesmo árbitros, a negligência da FIFA com a proteção dos jogadores e do público o sob calor extremo e o ridículo Prêmio da Paz atribuído pela FIFA ao presidente Trump.
O dirigente da FIFA iria destruir o espírito esportivo da FIFA, pois na noite de ontem, a proposta já não era mais majoritária dentro da FIFA. A situação ficou insustentável para o ditador da FIFA, quando seu principal conselheiro, o banqueiro Carlos Cordeiro, se demitiu em protesto contra a privatização da FIFA, “uma má escolha para o futuro do futebol”, disse ao se demitir.
Rui Martinsjornalista, escritor, ex-CBN e ex-Estadão, exilado durante a ditadura. Criador do primeiro movimento internacional dos emigrantes, Brasileirinhos Apátridas, que levou à recuperação da nacionalidade brasileira nata dos filhos dos emigrantes com a Emenda Constitucional 54/07. Escreveu Dinheiro sujo da corrupção, sobre as contas suíças de Maluf, e o primeiro livro sobre Roberto Carlos, A rebelião romântica da Jovem Guarda, em 1966. Foi colaborador do Pasquim. Estudou no IRFED, l’Institut International de Recherche et de Formation Éducation et Développement, fez mestrado no Institut Français de Presse, em Paris, e Direito na USP. Vive na Suíça, correspondente do Expresso de Lisboa, Correio do Brasil e RFI.
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