Rio de Janeiro, 04 de Abril de 2025

EUA reduziram quantidade de bombas termonucleares na Europa, diz relatório

Segundo os dados dos especialistas da Federação dos Cientistas Americanos (FAS, na sigla em inglês), os EUA reduziram a quantidade de suas armas nucleares táticas implantadas na Europa de 150 a 100 bombas termonucleares B61. Oficialmente esta informação ainda não foi confirmada por Washington.

Sábado, 20 de Março de 2021 às 09:06, por: CdB

 

Segundo os dados dos especialistas da Federação dos Cientistas Americanos (FAS, na sigla em inglês), os EUA reduziram a quantidade de suas armas nucleares táticas implantadas na Europa de 150 a 100 bombas termonucleares B61. Oficialmente esta informação ainda não foi confirmada por Washington.

Por Redação, com Sputnik - de Washington
Segundo os dados dos especialistas da Federação dos Cientistas Americanos (FAS, na sigla em inglês), os EUA reduziram a quantidade de suas armas nucleares táticas implantadas na Europa de 150 a 100 bombas termonucleares B61. Oficialmente esta informação ainda não foi confirmada por Washington.
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EUA reduziram quantidade de bombas termonucleares na Europa, sugere relatório
De acordo com o relatório da FAS, entidade que conduz estudos na área do desarmamento nuclear, as autoridades dos EUA reduziram o número de bombas nucleares B61 transportadas por aviões até 100 unidades. Bombas B61 são armas nucleares das forças estratégicas de Washington. Os autores do relatório Hans Kristensen e Matt Korda observam que oficialmente os EUA não anunciaram quaisquer alterações relativamente à quantidade destas armas na Europa.

Bombas B61

No entanto, anteriormente especialistas declararam que havia cerca de 150 bombas B61 em seis bases em cinco diferentes países europeus. Trata-se das bases aéreas de Aviano e Ghedi na Itália, Buhel na Alemanha, Incirlik na Turquia, Kleine Brogel na Bélgica e Volkel nos Países Baixos. Hans Kristensen, especialista nuclear da FAS, relatou em 2019 que um terço destas bombas estava guardada na base aérea turca de Incirlik, contudo, segundo a revisão dos especialistas publicada em janeiro deste ano, o número foi reduzido de 50 a 20 unidades, escreve portal RBC. Em setembro de 2020, um membro da Comissão de Relações Exteriores do Senado afirmou que a presença dos EUA na Turquia estava "definitivamente sob ameaça". Conforme avança o jornal russo Kommersant citando fontes no governo da Rússia, os EUA e países-membros da OTAN não notificaram Moscou sobre a redução do arsenal nuclear na Europa. Um dos interlocutores do jornal supôs que, se estas alterações aconteceram mesmo, poderiam estar ligadas à modernização das bombas.
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