A escola foi atacada no primeiro dia de guerra, em 28 de fevereiro, em meio a uma intensa campanha de bombardeios contra alvos políticos e militares iranianos.
Por. Redação, com ANSA – de Teerã, Washington
Investigadores militares dos Estados Unidos consideram provável que as forças norte-americanas sejam responsáveis pelo ataque que matou cerca de 160 pessoas em uma escola primária para meninas em Minab, no Irã, no último fim de semana.

A informação é da agência inglesa de notícias Reuters e se baseia em declarações de dois oficiais dos EUA em condição de anonimato.
“Investigadores militares acreditam ser provável que as forças americanas sejam responsáveis ;;por um aparente ataque a uma escola feminina iraniana que matou dezenas de crianças no sábado, mas ainda não chegaram a uma conclusão definitiva nem concluíram a investigação”, escreveu a agência.
As fontes da Reuters, no entanto, não descartaram a possibilidade de que novas evidências absolvam os EUA de responsabilidade e apontem para outra parte responsável”.
Oficialmente, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) disse apenas que seria “inapropriado comentar um incidente sob investigação”, enquanto a Casa Branca declarou que os EUA “nunca miram civis”.
Bombardeios
A escola foi atacada no primeiro dia de guerra, em 28 de fevereiro, em meio a uma intensa campanha de bombardeios contra alvos políticos e militares iranianos.
Minab é uma cidade nos arredores do Estreito de Ormuz, rota crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Oriente Médio, e o colégio fica perto de uma instalação da Guarda Revolucionária.
O massacre deixou cerca de 160 mortos, em sua maioria meninas que estudavam na escola. Nas redes sociais, circulam fotos e vídeos de corpos de alunas em sacos mortuários pretos e mochilas e materiais escolares ensanguentados em meio aos escombros do colégio.
Já o funeral ocorreu na última terça, com caixões pintados nas cores da bandeira iraniana, e foi acompanhado por uma multidão vestida de preto em sinal de luto.