Rio de Janeiro, 06 de Março de 2026

Apuração admite hipótese de culpa dos EUA em ataque a escola no Irã

Investigadores dos EUA consideram possível responsabilidade pelo ataque a uma escola no Irã que resultou em 160 mortes, incluindo crianças. Entenda os detalhes.

Sexta, 06 de Março de 2026 às 10:48, por: CdB

A escola foi atacada no primeiro dia de guerra, em 28 de fevereiro, em meio a uma intensa campanha de bombardeios contra alvos políticos e militares iranianos.

Por. Redação, com ANSA – de Teerã, Washington

Investigadores militares dos Estados Unidos consideram provável que as forças norte-americanas sejam responsáveis pelo ataque que matou cerca de 160 pessoas em uma escola primária para meninas em Minab, no Irã, no último fim de semana.

Apuração admite hipótese de culpa dos EUA em ataque a escola no Irã | Massacre em escola no Irã deixou mais de 100 mortos
Massacre em escola no Irã deixou mais de 100 mortos

A informação é da agência inglesa de notícias Reuters e se baseia em declarações de dois oficiais dos EUA em condição de anonimato.

“Investigadores militares acreditam ser provável que as forças americanas sejam responsáveis ;;por um aparente ataque a uma escola feminina iraniana que matou dezenas de crianças no sábado, mas ainda não chegaram a uma conclusão definitiva nem concluíram a investigação”, escreveu a agência.

As fontes da Reuters, no entanto, não descartaram a possibilidade de que novas evidências absolvam os EUA de responsabilidade e apontem para outra parte responsável”.

Oficialmente, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) disse apenas que seria “inapropriado comentar um incidente sob investigação”, enquanto a Casa Branca declarou que os EUA “nunca miram civis”.

Bombardeios

A escola foi atacada no primeiro dia de guerra, em 28 de fevereiro, em meio a uma intensa campanha de bombardeios contra alvos políticos e militares iranianos.

Minab é uma cidade nos arredores do Estreito de Ormuz, rota crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Oriente Médio, e o colégio fica perto de uma instalação da Guarda Revolucionária.

O massacre deixou cerca de 160 mortos, em sua maioria meninas que estudavam na escola. Nas redes sociais, circulam fotos e vídeos de corpos de alunas em sacos mortuários pretos e mochilas e materiais escolares ensanguentados em meio aos escombros do colégio.

Já o funeral ocorreu na última terça, com caixões pintados nas cores da bandeira iraniana, e foi acompanhado por uma multidão vestida de preto em sinal de luto. 

Edições digital e impressa