Policias militares apreenderam fuzis, pistola, munições e uma bandeira de Israel, símbolo do Terceiro Comando Puro.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Moradores enfrentaram mais uma madrugada de tiroteios em Cordovil, na Zona Norte do Rio, nesta sexta-feira. A região vive uma guerra entre Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP), que disputam o domínio do território há, pelo menos, quatro dias.

Durante ações da Operação Interceptação, policiais militares foram atacados a tiros em diferentes pontos da região. Ao fim das ocorrências, dois fuzis, uma pistola, munições, drogas e outros materiais foram apreendidos.
Segundo a Polícia Militar, os agentes monitoravam a movimentação de traficantes do TCP que planejavam ataques às comunidades da Tinta e do Dourado. As equipes seguiram para a região e foram recebidas a tiros, dando início a um confronto. Os suspeitos conseguiram fugir.
Em seguida, agentes do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 16º BPM (Olaria), que estavam na Rua Antônio, identificaram outro grupo de criminosos na Estrada do Quitungo, em direção à comunidade do Dourado. Houve um novo confronto. Os suspeitos escaparam, mas deixaram para trás um fuzil, uma pistola e munições.
Ainda em Cordovil, equipes do GAT receberam informações sobre homens armados na Rua José Lopes. Ao chegarem ao local, os policiais também foram atacados. Depois de um breve confronto, os traficantes fugiram.
Durante as buscas, os agentes encontraram um fuzil calibre 5,56, um carregador de alta capacidade e grande quantidade de drogas. O material foi encaminhado para a 38ª DP (Brás de Pina).
Confrontos
Também na manhã desta sexta, policiais do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) foram alvo de disparos durante um patrulhamento na Avenida Schultz Wenk. Os criminosos fugiram após o confronto, abandonando grande quantidade de munições de fuzil e três baterias usadas em rádios transmissores.
De acordo com a PM, próximo ao local das apreensões também estava uma bandeira de Israel, que, segundo a corporação, é utilizada como símbolo de identificação do TCP, que tenta tomar às comunidades da Tinta e do Dourado.
A região vive uma sequência de confrontos desde o início da semana, em meio à disputa entre as facções rivais. Moradores de Cordovil, Brás de Pina e Jardim América têm relatado madrugadas marcadas por intensos tiroteios.
Na quinta-feira, a Polícia Militar reforçou o policiamento na região com cerca de 150 agentes de diferentes batalhões e unidades especializadas. A operação tem como objetivo conter os confrontos entre os grupos criminosos e combater roubos de cargas e de veículos. O policiamento segue reforçado nos bairros.
CV
Um homem apontado pela Polícia Civil como um dos principais fornecedores de armas e drogas do Comando Vermelho (CV) foi preso na quinta-feira, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A prisão foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), com apoio de policiais militares do Batalhão Tático de Motociclistas.
Segundo a investigação, Gilvan Firmo Margarida, conhecido como “Nego”, de 44 anos, era responsável pela logística de envio de armas e entorpecentes do Paraguai para o Complexo do Alemão, na Zona Norte da capital fluminense.
De acordo com a Polícia Civil, no momento da abordagem, o suspeito apresentou uma identidade falsa, documento que utilizava para ocultar sua verdadeira identidade.
A localização de Gilvan ocorreu após um trabalho de inteligência e monitoramento. As investigações também apontam que ele mantinha contato com fornecedores de armas e drogas no Paraguai e utilizava documentos falsificados para realizar viagens internacionais.
As fraudes foram confirmadas por meio de troca de informações entre a DRE e o Núcleo de Operações da Polícia Federal no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.
Polícia aponta tentativa de ocultar mandado de prisão.
Ainda segundo a polícia, a investigação revelou que Gilvan teria contratado um hacker para adulterar dados no sistema da Justiça, com o objetivo de esconder um mandado de prisão expedido contra ele.
Após a descoberta da suposta fraude, a DRE comunicou o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), que adotou as medidas necessárias para restabelecer as informações corretas no sistema.
Contra o suspeito havia um mandado de prisão por homicídio qualificado. Ele foi encaminhado para os procedimentos legais e deverá passar por audiência de custódia, quando a Justiça decidirá sobre a manutenção da prisão.