Rio de Janeiro, 25 de Março de 2026

Gigantes globais entram na disputa pelo Aeroporto do Galeão

Aena, Zurich e atuais operadores competem pelo Aeroporto do Galeão em leilão com lance mínimo de R$ 932 milhões. Entenda as mudanças e o impacto no setor.

Quarta, 25 de Março de 2026 às 13:23, por: CdB

Certame no B3 reúne Aena, Zurich e atuais operadores; lance mínimo é de R$ 932 milhões.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

O leilão de concessão do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, já conta com três grupos interessados na disputa marcada para o próximo dia 30 de março. Apresentaram propostas a espanhola Aena, a suíça Zurich Airport e o consórcio formado pela Changi, de Singapura, e pela Vinci Compass, atuais operadoras do terminal.

Gigantes globais entram na disputa pelo Aeroporto do Galeão | Passageiros circulam no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro
Passageiros circulam no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro

O certame será realizado na B3, em São Paulo, e terá como critério de vitória o maior valor de outorga. O lance mínimo foi estabelecido em R$ 932 milhões, além da exigência de pagamento de 20% do faturamento anual à União até o ano de 2039.

Considerado o principal projeto aeroportuário do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o leilão é visto como estratégico para reestruturar e impulsionar o Galeão após anos de dificuldades operacionais e financeiras.

Mudança

Uma das principais mudanças previstas no edital é a saída da Infraero da concessão. Atualmente, a estatal detém 49% do negócio, enquanto os outros 51% estão nas mãos da Changi e da Vinci, que ampliou sua participação em 2025.

Com o novo modelo, a operação passará a ser 100% privada, o que aumentou o interesse do mercado. Especialistas apontam que essa alteração reduz entraves e torna o ativo mais atrativo para investidores internacionais.

O formato adotado pelo governo foi o de “venda assistida”, solução encontrada para reequilibrar o contrato vigente. Por isso, os atuais operadores foram obrigados a apresentar proposta mínima para participar da disputa.

Acordo com TCU

A realização do leilão só foi possível após um acordo homologado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), dentro de um processo conduzido pela Secretaria de Solução Consensual e Prevenção de Conflitos.

O entendimento buscou reequilibrar economicamente a concessão, atualizar cláusulas contratuais e destravar investimentos considerados essenciais para o futuro do aeroporto.

O novo modelo pretende dar sustentabilidade ao contrato e garantir a retomada do crescimento do Galeão, que sofreu forte impacto durante a pandemia e anos anteriores de baixa movimentação.

Apesar das dificuldades passadas, o Galeão vem apresentando recuperação consistente no fluxo de passageiros. Em 2025, o aeroporto registrou 17,5 milhões de viajantes, o maior número desde o início da série histórica, em 2000.

O volume representa um crescimento de 23,5% em relação a 2024, quando o terminal recebeu 14,2 milhões de passageiros. Ainda assim, a movimentação segue abaixo da capacidade instalada, estimada em 37 milhões por ano.

O aumento recente foi impulsionado, principalmente, por restrições operacionais no Aeroporto Santos Dumont, que redirecionaram parte significativa dos voos para o Galeão, fortalecendo sua relevância no cenário nacional.

Rodovias

O Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro iniciou, na terça-feira , a instalação de novos radares nas rodovias RJ-104 e RJ-106, importantes vias que atravessam municípios das regiões Metropolitana e dos Lagos.

De acordo com o órgão, a ação faz parte de um processo de modernização da fiscalização eletrônica, com foco na ampliação da segurança para motoristas e pedestres. Ao todo, serão implantados 390 equipamentos em rodovias estaduais, incluindo a substituição de dispositivos antigos e a instalação em novos pontos considerados estratégicos.

O local é alvo de reclamação por moradores há danos, que destacam a falta de estruturas de segurança, como radares, lombadas e passarelas.

Na RJ-104, com cerca de 21 km de extensão, está prevista a instalação de 11 redutores de velocidade em ambos os sentidos. A via corta cidades como Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.

Já na RJ-106, que se estende por aproximadamente 200 km, serão instalados 133 equipamentos, entre redutores de velocidade e controladores de avanço de sinal. A estrada passa por municípios como Niterói, São Gonçalo, Maricá, Saquarema, Araruama, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio, Casimiro de Abreu, Rio das Ostras e Macaé.

A lista completa com os pontos de instalação será divulgada gradualmente no site oficial do DER-RJ, conforme os equipamentos entrarem em operação. A expectativa é de que todo o sistema esteja funcionando até o mês de junho.

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