Rio de Janeiro, 27 de Outubro de 2026

Dino ordena investigação sobre interferência estrangeira pró-Flávio

A corporação deverá apurar inclusive suspeitas de manipulações algorítmicas no pleito presidencial.

Terça, 27 de Outubro de 2026 às 11:40, por: CdB

A corporação deverá apurar inclusive suspeitas de manipulações algorítmicas no pleito presidencial.

Por Redação, com CartaCapital – de Brasília

O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino ordenou, nesta terça-feira, a abertura de um inquérito na Polícia Federal para investigar possível interferência estrangeira na eleição de 2026. A corporação deverá apurar também indícios de desvios no financiamento eleitoral e manipulações algorítmicas no pleito presidencial.

O derrotado no segundo turno das eleições 2026, Flávio Bolsonaro (PL)

A investigação da PF se desenvolverá em cinco frentes:

Dinheiro estrangeiro: apuração de tratativas sobre a empresa norte-americana Rockbridge Network e os empresários Tallis Gomes e Pedro Sang, a fim de identificar se houve fluxo financeiro, cessão de recursos humanos ou vantagens econômicas à campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

Manipulações

Publicidade no exterior: identificação de mandantes, operadores e origem dos valores usados para remunerar perfis no exterior destinados a veicular propaganda pró-Flávio, associada a projeções da plataforma de apostas Polymarket (proibida de operar no Brasil).

Soberania: esclarecimento de eventual conexão entre as tratativas sobre financiamento político e os interesses econômicos noticiados em terras raras e minerais críticos brasileiros.

Relações corporativas: análise da natureza, dos participantes e da finalidade dos contatos entre representantes da Rockbridge e empresários brasileiros.

Manipulações em plataformas digitais: apuração sobre eventuais condutas dolosas ou distorções algorítmicas praticadas por big techs voltadas a beneficiar ou prejudicar candidatos.

“Não se admite a interferência, direta ou indireta, de Estado estrangeiro sobre assuntos submetidos à soberania da República Federativa do Brasil, tampouco a produção, em território nacional, de efeitos decorrentes de atos unilaterais estrangeiros à margem dos mecanismos constitucionalmente previstos”, diz um trecho da decisão de Dino.

Ao citar o possível vínculo entre apoio eleitoral e o interesse econômico de agentes estrangeiros nas terras raras e nos minerais críticos brasileiros, Dino afirmou ser necessário esclarecer “quem teria formulado eventual proposta, a quem ela teria sido dirigida, por qual instrumento e em que consistiria a suposta contrapartida”.

Os pedidos de investigação partiram das campanhas do presidente Lula (PT), que venceu Flávio no segundo turno, e de Renan Santos (Missão).

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