Em 21 de março, Dino deu cinco dias para o parlamentar responder à denúncia da também deputada Tabata Amaral (PSB-SP).
Por Redação – de Brasília
Oficiais de justiça tentam, há mais de um mês, entregar a citação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino ao deputado Mário Frias (PL-SP), para que ele preste esclarecimentos sobre supostas irregularidades na destinação de emendas parlamentares a empresas da produtora artística responsável pelo filme sobre a vida do ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL), com o título provisório de ‘Dark Horse’.

Em 21 de março, Dino deu cinco dias para o parlamentar responder à denúncia da também deputada Tabata Amaral (PSB-SP), em que acusa Frias de ter destinado ao menos R$ 2 milhões à organização não governamental (ONG) Academia Nacional de Cultura (ANC), presidida pela empresária Karina Ferreira da Gama.
A executiva também está à frente de outras instituições e empresas, como o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Go Up Entertainment, responsáveis por produzir o filme biográfico sobre Bolsonaro. A produção está prevista para chegar às salas de cinema, no país, em meados de setembro, semanas antes do primeiro turno das eleições.
Campanha
Segundo os autos da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), a oficial de Justiça Federal encarregada de intimar Frias esteve no gabinete do deputado, na Câmara, em ao menos três ocasiões, entre março e abril. Em todas as vezes, foi informada por assessores que Frias estaria em São Paulo, em campanha, e não demonstraram “interesse em informar a agenda do parlamentar”.
A denúncia apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) foi motivada por uma reportagem de dezembro de 2025, do site norte-americano Intercept Brasil.