Rio de Janeiro, 26 de Agosto de 2026

Chefe da CIA esteve na Rússia em missão de rotina, diz Trump

A última vez que um diretor da CIA, principal órgão norte-americano de inteligência, esteve em Moscou foi em novembro de 2021, com William Burns.

Quarta, 26 de Agosto de 2026 às 15:00, por: CdB

A última vez que um diretor da CIA, principal órgão norte-americano de inteligência, esteve em Moscou foi em novembro de 2021, com William Burns.

Por Redação, com ANSA – de Washington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que a visita surpresa do diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), John Ratcliffe, à Rússia foi uma viagem de “semirrotina” voltada a alcançar o fim da guerra na Ucrânia.

John Ratcliffe com o presidente Donald Trump na Casa Branca, em abril de 2026

Em entrevista ao radialista conservador Glenn Beck, o republicano também negou os boatos das redes sociais de que a missão de Ratcliffe teria a ver com um possível desejo do presidente russo, Vladimir Putin, de escalar o conflito no leste europeu e “testar a determinação” da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em proteger seu território.

– Ele não foi lá por esse motivo que você citou – declarou Trump durante a conversa. “É uma coisa de semirrotina. Estamos trabalhando duramente para colocar fim àquela guerra”, acrescentou. Os países bálticos — Estônia, Letônia e Lituânia —, que fazem fronteira com a Rússia, são membros da Otan e representam o flanco mais vulnerável da aliança a uma possível incursão.

A última vez que um diretor da CIA, principal órgão norte-americano de inteligência, esteve em Moscou foi em novembro de 2021, com William Burns, como parte das tentativas de dissuadir Putin de atacar a Ucrânia, que seria invadida em fevereiro do ano seguinte.

Moscou

Ratcliffe chegou de surpresa na capital russa na última terça-feira e, segundo o Kremlin, se reuniu somente com órgãos de inteligência. “Não houve contatos de nenhum tipo com o presidente [Putin]”, garantiu o porta-voz Dmitry Peskov.

A visita do chefe da CIA acontece em meio a uma escalada da ofensiva de Moscou contra a Ucrânia, que está cada vez mais carente de defesas antiaéreas. “Os contatos por meio dos serviços de inteligência são, por si só, um desenvolvimento positivo, mas é muito cedo para dizer como isso afetará o processo de resolução da crise em nossas relações”, ressaltou Peskov.

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