Rio de Janeiro, 24 de Agosto de 2026

Brasil e EUA têm canal aberto para o diálogo entre os seus dirigentes

Na conversa por telefone, na sexta-feira, com Donald Trump, segundo assessores do governo brasileiro, Lula pontuou que o diálogo entre os dois países precisa acontecer sem intermediários.

Segunda, 24 de Agosto de 2026 às 21:42, por: CdB

Na conversa por telefone, na sexta-feira, com Donald Trump, segundo assessores do governo brasileiro, Lula pontuou que o diálogo entre os dois países precisa acontecer sem intermediários.

Por Redação – de Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou um canal direto com o dirigente norte-americano, Donald Trump, em meio à preocupação do Palácio do Planalto com a atuação do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e com possíveis interferências externas no cenário político nacional.

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Na conversa por telefone, na sexta-feira, com Donald Trump, segundo assessores do governo brasileiro, Lula pontuou que o diálogo entre os dois países precisa acontecer sem intermediários, tanto do lado norte-americano quanto do lado brasileiro. As informações sobre o Brasil levadas à Casa Branca sobre o governo brasileiro, segundo Lula, estariam distorcidas e equivocadas.

Entre os pontos citados pelo lado brasileiro, estão relatos sobre as urnas eletrônicas. O tema preocupa o Planalto diante do histórico de ataques ao sistema eleitoral e da possibilidade de que versões falsas ou enviesadas sobre o país influenciem decisões de Washington.

 

Ofensiva

A principal apreensão do presidente brasileiro, de acordo com assessores graduados, é uma eventual tentativa de interferência no processo eleitoral em curso. O governo Lula observa com atenção a ofensiva dos EUA em favor da eleição de presidentes de direita na América do Sul.

O telefonema, ocorrido em um tom pragmático e respeitoso na descrição desses assessores, também aconteceu no contexto das negociações sobre o ‘tarifaço’  norte-americano ao Brasil. Após a ligação, Lula afirmou que Trump reconheceu que a medida contra produtos brasileiros é “incorreta”, enquanto aliados do governo apoiam a continuidade do diálogo, sem retaliações por parte do Itamaraty.

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