Rio de Janeiro, 21 de Agosto de 2026

Lula mantém a liderança na corrida eleitoral, aponta DataFolha

O presidente e o filho '01', como o primogênito de Jair Bolsonaro (PL) é conhecido, lideram o primeiro pelotão.

Sexta, 21 de Agosto de 2026 às 20:04, por: CdB

O presidente e o filho ’01’, como o primogênito de Jair Bolsonaro (PL) é conhecido, lideram o primeiro pelotão.

Por Redação – de São Paulo

O candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança da corrida eleitoral, com 39%, e seu adversário Flávio Bolsonaro (PL), com 33% no primeiro turno, de acordo com a última edição da pesquisa DataFolha, divulgada no início da noite desta sexta-feira. Trata-se do primeiro levantamento após o início oficial da campanha presidencial e o registro das candidaturas. Numa segunda rodada, Lula se mantém na liderança por 47% a 43%. A margem de erro dos levantamentos é de dois pontos para mais ou menos. O instituto ouviu 2.058 eleitores em 127 cidades e a pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral.

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Lula e Flávio Bolsonaro ainda lideram o processo eleitoral – Imagem gerada com uso de IA

O presidente e o filho ’01’, como o primogênito de Jair Bolsonaro (PL) é conhecido, lideram o primeiro pelotão, seguidos em terceiro lugar por Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Renan Santos (Missão), com 4%, e Romeu Zema (Novo), com 3%, empatados na margem de erro. Os demais candidatos vêm abaixo. Augusto Cury (Avante) tem 2%, enquanto Samara Martins (UP), Wilton Grassi (Democrata), Rui Costa Pimenta (PCO) e Edmilson Costa (PCB) marcam 1%. Dizem que vão votar em branco ou nulo 8%, e 3% afirmam não saber em quem votar.

Nos cenários de segundo turno com adversários que não ’01’, Lula vence Caiado por 47% a 40% e Zema por 48% a 38%. As simulações mostram uma estabilidade em relação ao levantamento passado, feito no fim do mês passado.

 

Marçal

O Datafolha avaliou também uma hipótese de primeiro turno na qual Pablo Marçal participa da disputa. O influencer obteve de última hora uma liminar para se filiar ao PRTB, mas está inelegível devido a uma condenação relativa à disputa da Prefeitura de São Paulo em 2024. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já o proibiu de usar fundo partidário ou de fazer propaganda de TV enquanto sua candidatura, que deverá ser rejeitada segundo integrantes da Corte, ao ser julgada, o que pela legislação tende a ocorrer no máximo em 14 de setembro.

Marçal chega ao grupo inferior da disputa, com 2%, mas tirando um ponto de ’01’. O influencer estava trabalhando na campanha do senador, como consultor de estratégia digital, até se lançar. Na pesquisa espontânea, na qual os entrevistados não recebem cartões com os nomes dos candidatos, o quadro também é similar à aferição de julho. Lula é o mais lembrado, com 32% (era 30%), enquanto Flávio marca 19% (era 17%).

A rejeição permanece similar ao padrão até aqui, com Lula e Flávio literalmente dividindo opiniões. Dizem não votar de jeito nenhum no filho de Bolsonaro 46%, enquanto 45% afirmam o mesmo sobre o petista. Ao longo da semana, o PT voltou a destacar as transações entre o senador e Daniel Vorcaro, o ex-dono do Banco Master envolvido em um escândalo financeiro, enquanto a oposição explorou o caso ‘Lulinha’, em que o filho do presidente se envolve com uma conhecida lobista de Brasília.

No escândalo em que ’01’ está envolvido, ele cobra Vorcaro pelo dinheiro prometido à produção do filme sobre a vida do pai, ‘Dark Horse’ (azarão, em inglês), no qual o ex-banqueiro aportou ao fim R$ 61 milhões. É chamado de “meu irmão” e recebe juras de fidelidade. Uma atividade de campanha com o candidato de ultradireita na véspera, em São Paulo, mostra que os casos continuarão a marcar o ritmo da campanha. Flávio Bolsonaro falou de ‘Lulinha’, mas foi recebido com protestos e uma placa com referência a Vorcaro. Os temas deverão prevalecer no horário eleitoral gratuito de rádio e TV a partir de 28 de agosto.

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