Como o fim do prazo para o registro das coligações, as negociações em curso não resultarão no ingresso formal de novos partidos à coligação ‘Brasil Pronto Pra Mais’, mas podem significar a vantagem necessária para a conquista de todos os votos somados, mais um, para a vitória do presidente.
Por Redação – de Brasília
Presidente do PT, o ex-ministro Edinho Silva afirmou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição iniciará ainda no primeiro turno a atração aos partidos e líderes que não ainda não participam da campanha. Com o apoio declarado de todas as legendas do campo progressista, a direção petista visa os expoentes do chamado ‘Centrão’, a exemplo do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e do senador David Alcolumbre (União-AP), presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente, com objetivo de aumentar as chances de uma vitória ainda na primeira etapa das eleições.

Como o fim do prazo para o registro das coligações, as negociações em curso não resultarão no ingresso formal de novos partidos à coligação ‘Brasil Pronto Pra Mais’, mas podem significar a vantagem necessária para a conquista de todos os votos somados, mais um, para a vitória do presidente. A estratégia consiste em conquistar apoios informais, estimular a saída de dirigentes da neutralidade e aproximar grupos das legendas que estejam dispostos a se posicionar ao lado do que o PT classifica como “campo democrático”.
— Daqui para frente, a gente consegue trazer setores da sociedade para apoiar o presidente Lula e setores de partidos que querem ficar ao lado do campo democrático — pontuou Edinho Silva.
Polarização
O líder petista disse, ainda, que o diálogo ocorrerá independentemente das posições tomadas pelas legendas durante a pré-campanha, com o objetivo de ampliar a frente contra o neofascismo.
Edinho Silva lembra que, em 2022, a “frente ampla” contra o ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PT) foi decisiva para a vitória de Lula. Agora, porém, o PT ainda não conseguiu romper a polarização no âmbito nacional, o que tende a levar o pleito a um segundo escrutínio.
Nos Estados, as alianças articuladas deverão servir de ponte para o movimento de apoio a Lula. O presidente do PT citou o PSD, que lançou candidatura própria à Presidência, mas está aliado ao partido em cinco Estados. Segundo o dirigente partidário, a legenda é o principal parceiro dos petistas nas disputas estaduais entre os partidos que estão fora da coligação nacional de Lula. MDB, PP e União Brasil também participam de alianças regionais favoráveis ao presidente.
Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e vice de Ronaldo Caiado, candidato a presidente do partido, tem questionado nas últimas semanas a “neutralidade” do ‘Centrão’ e sinalizado que o grupo político apoia a campanha progressista.
Intervenção
De acordo com o ex-ministro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, há o risco iminente da interferência norte-americana em processos eleitorais por toda a América Latina. O PT, acrescentou, confia “muito mesmo” no presidente do TSE, ministro Nunes Marques, para impedir interferências externas e preservar a lisura das eleições.
O dirigente relacionou a preferência do governo norte-americano pela candidatura bolsonarista às divergências sobre big techs, PIX e minerais críticos. Também acusou os adversários de Lula de oferecerem as reservas brasileiras e informações sensíveis aos Estados Unidos.