Rio de Janeiro, 25 de Agosto de 2026

Drones ucranianos atingem refinaria e deixam mortos na Rússia

A refinaria processa cerca de 6,25 milhões de toneladas de petróleo bruto por ano, o equivalente a aproximadamente 2% da capacidade total de refino da Rússia.

Terça, 25 de Agosto de 2026 às 15:13, por: CdB

A refinaria processa cerca de 6,25 milhões de toneladas de petróleo bruto por ano, o equivalente a aproximadamente 2% da capacidade total de refino da Rússia.

Por Redação, com ANSA – de Moscou

Um ataque de drones ucranianos deixou ao menos dois mortos e provocou um incêndio em uma refinaria na região russa de Krasnodar, no nordeste do Mar Negro.

Alvo foi uma das maiores instalações de processamento de petróleo do sul do país

A informação foi confirmada pelo governador regional, Veniamin Kondratiev, que disse que a refinaria Afipsky foi alvo da ofensiva de Kiev. A empresa é uma das maiores instalações de processamento de petróleo do sul da Rússia e produz gasolina e diesel.

A refinaria processa cerca de 6,25 milhões de toneladas de petróleo bruto por ano, o equivalente a aproximadamente 2% da capacidade total de refino da Rússia. A instalação já havia sido alvo de ataques ucranianos anteriores, segundo o Kyiv Independent.

Outras ações das forças de Kiev em território russo também deixaram mortos em diferentes localidades, incluindo os vilarejos de Otradnoye e Tavrovo. Ao todo, seis pessoas morreram, entre elas civis.

Na usina nuclear de Zaporizhia, localizada em território ucraniano, mas sob controle russo, funcionários informaram que dois trabalhadores ficaram feridos após um drone ucraniano cair próximo às estruturas hidráulicas.

Líderes

Líderes europeus prestaram homenagem à Ucrânia na segunda-feira, data que marca o Dia da Independência do país após o desmantelamento da União Soviética, em meio à intensificação dos bombardeios por parte da Rússia e dos apelos do presidente Volodymyr Zelensky por sistemas de defesa antiaérea.

O poder Executivo da União Europeia aproveitou a ocasião para anunciar um financiamento de 6,1 bilhões de euros (R$ 36,7 bilhões) a Kiev, como parte do empréstimo de 90 bilhões (R$ 541 bilhões) bancado pela emissão de dívida por Bruxelas.

O montante será utilizado para a aquisição e produção de sistemas de defesa contra mísseis, munições e radares, juntando-se aos 16 bilhões de euros aprovados até o momento, dos quais 8,35 bilhões já foram desembolsados.

Apenas em julho, a Rússia realizou 376 ataques com mísseis contra a Ucrânia, provocando destruição e mortes nas principais cidades do país, incluindo Kiev, que recebeu a visita do presidente do Conselho Europeu, António Costa, e do premiê do Reino Unido, Andy Burnham, nesta segunda-feira.

– Sinto-me orgulhoso por estar aqui em um dia tão significativo, a fim de ressaltar o apoio incondicional da UE. A Ucrânia é uma nação livre e corajosa, e sua luta é também a nossa – afirmou o português.

Já Burnham concedeu autorização para o país montar o míssil de cruzeiro franco-britânico Storm Shadow em seu território — a Rússia já prometeu bombardear os locais de produção desse projétil.

– Há 30 anos a Rússia tenta acabar com a independência da Ucrânia, mas sempre fracassou. Vocês são uma democracia viva e com um futuro brilhante pela frente. O Reino Unido manteve viva a chama da liberdade no século 20, e vocês estão fazendo isso no século XXI – declarou o primeiro-ministro na Praça Santa Sofia, no centro de Kiev.

O presidente da França, Emmanuel Macron, homenageou a independência da Ucrânia com uma mensagem no X e disse que “um povo livre não pode ser dominado”. “A França, a Europa e todos os seus parceiros da Coalizão dos Dispostos estão ao seu lado”, ressaltou.

Zelensky, por sua vez, garantiu que o país continuará “independente para sempre”. “Os ucranianos jamais serão pedras para as botas do czar, não aceitarão aquilo em que não acreditam e nunca desistirão do sonho de viver em liberdade”, afirmou.

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