A avaliação dos integrantes da Corte ocorre em meio ao envolvimento do nome de ministros no escândalo do Banco Master, a críticas sobre penduricalhos salariais no Judiciário e ao debate em torno de uma reforma do Poder.
Por Redação – de Brasília
Diante da divisão interna e as revelações do caso Master, o Supremo Tribunal Federal (STF) vive seu pior patamar de avaliação, segundo pesquisa do Instituto DataFolha divulgada nesta segunda-feira. A marca, similar à de março, é equivalente apenas à de dezembro de 2019, início da série histórica, e à de dezembro de 2023.

Ao todo, 40% dos entrevistados avaliam o trabalho dos ministros da corte como ruim ou péssimo. Outros 34% o classificam como regular, e 22%, como ótimo ou bom. Os índices se mantiveram estáveis em relação a março, considerando-se a margem de erro de dois pontos. Eram de 39%, 34% e 23%, respectivamente.
A avaliação dos integrantes da Corte ocorre em meio ao envolvimento do nome de ministros no escândalo do Banco Master, a críticas sobre penduricalhos salariais no Judiciário e ao debate em torno de uma reforma do Poder.
Vorcaro
O caso Master atingiu diretamente os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. O primeiro deixou a relatoria do inquérito sobre o tema após a Polícia Federal (PF) identificar que fundos ligados ao banco compraram participação de uma empresa de sua família em um resort de luxo.
Moraes, por sua vez, sofreu desgaste após serem divulgadas mensagens que ele trocou com Vorcaro às vésperas da prisão do ex-banqueiro, além do contrato milionário do escritório de sua esposa com o banco.
O escândalo afetou também o ‘Fórum de Lisboa’, um encontro promovido pelo ministro do STF Gilmar Mendes, mais conhecido como ‘Gilmarpalooza’. Nesta edição, o seminário receberá menos autoridades em relação aos anos anteriores, quando políticos e empresários faziam questão de comparecer à promoção.