Rio de Janeiro, 03 de Abril de 2025

Brasil impõe ação contra tarifas dos EUA na OMC, em linha com a China

O Brasil, alinhado à China, anuncia ação na OMC contra tarifas de 25% dos EUA sobre automóveis e aço, conforme Lula. Entenda os impactos.

Quinta, 27 de Março de 2025 às 19:24, por: CdB

Lula foi questionado sobre as tarifas norte-americanas por jornalistas japoneses no momento em que o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a imposição de uma taxa de 25% para todos os automóveis fabricados fora dos Estados Unidos, incluindo o Japão.

Por Redação, com Reuters – de Brasília

O Brasil, em linha com a China, também recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtores brasileiros. A decisão foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em entrevista ao encerrar sua viagem ao Japão.

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Lula foi questionado sobre as tarifas norte-americanas por jornalistas japoneses no momento em que o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a imposição de uma taxa de 25% para todos os automóveis fabricados fora dos Estados Unidos, incluindo o Japão. Já o Brasil teve as exportações de aço e alumínio taxadas também em 25% desde o dia 12 de março, e a expectativa é que novas medidas possam vir.

— Nós temos duas decisões a tomar: uma é recorrer na Organização Mundial do Comércio (OMC), que nós vamos recorrer. E a outra é a gente sobretaxar os produtos americanos que nós importamos. É colocar em prática a lei da reciprocidade. Não dá para a gente ficar quieto, achando que só eles têm razão e que só eles podem taxar os outros produtos — disse Lula.

 

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Negociações

A ideia de recorrer à OMC já havia sido admitida pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin, que lidera as negociações sobre o aço com os norte-americanos, mas não havia ainda uma decisão tomada. Essa é a primeira vez que Lula confirma a intenção de recorrer.

A apelação a OMC pode ter dois resultados, normalmente: o país alvo da ação revisar suas medidas, ou se as mantiver, a organização autorizar o país que entrou com a ação a retaliar, o que o Brasil já admite fazer.

A intenção, por enquanto, é tentar manter a negociação entre os dois países para tentar retomar a política de cotas de exportação usada até este ano, mas até agora não houve avanços, e a preocupação do governo brasileiro é que outras tarifas possam vir. Há o temor de que, no anúncio de novas tarifas previsto para o próximo dia 2, mais produtos entrem nessa lista, ou que todas as exportações brasileiras passem a ser taxadas, o que já foi aventado pela Casa Branca.

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