Estabelecimento responde com intervenção artística, e símbolo foi coberto por pintura com mensagem antifascista.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
O Boteco do Raoni, localizado no Grajaú, na Zona Norte do Rio, denunciou que um cliente desenhou uma suástica nazista em uma parede do banheiro do estabelecimento. O episódio foi divulgado nas redes sociais no último domingo.

Nas redes sociais, o proprietário reforçou que o bar repudia qualquer manifestação ligada ao nazismo ou a outras formas de discriminação. Raoni criticou a atitude do responsável pela pichação e explicou que a resposta foi transformar o espaço em uma manifestação artística de posicionamento contrário ao fascismo.
“Imbecil! […] O cidadão sai de casa, pede uma cerveja, usa o banheiro e pensa: ‘Sabe o que vai deixar minha noite mais interessante? Apologia ao nazismo’”, escreveu.
Segundo o proprietário, assim que percebeu a pichação, ele providenciou a remoção do desenho e convidou a artista Lu, parceira do bar, para criar uma nova pintura no local. A intervenção traz a frase: “Fascismo aqui não se cria, vira cinzas”.
A iniciativa recebeu elogios nos comentários da publicação. “Excelente solução, Raoni. Mandaram muito bem!”, escreveu um seguidor nos comentários. “Achei genial usar a arte para explicitar o posicionamento antinazista e antifascista”, comentou outro.
No Brasil, a Lei nº 7.716, de 1989, estabelece pena de reclusão para quem produzir, vender, distribuir ou divulgar símbolos, emblemas, distintivos ou propagandas que utilizem a cruz suástica ou outros elementos ligados ao nazismo com o objetivo de promover essa ideologia.
VLT
Um homem foi flagrado pendurado na parte frontal de um VLT em movimento no Centro do Rio, na noite de segunda-feira. O incidente ocorreu em um coletivo da Linha 2 que seguia em direção à Praça XV.
A cena foi filmada por um motorista que dirigia na pista ao lado, e seguia atrás da composição. “Por que os cariocas vivem menos? Por quê? Aí, tá saindo do trabalho agora! Tênis, calça. Mano, eu nunca vi ninguém pegar carona no VLT assim, mano! Isso aí é Rio de Janeiro”, narra o homem no fundo.
A reportagem procurou a concessionária Motiva, responsável pela administração do VLT Carioca. O texto será atualizado assim que houver retorno.