Rio de Janeiro, 20 de Fevereiro de 2026

Ataque dos EUA à Venezuela leva o Brasil a aferir seus níveis de segurança

Após o sequestro de Nicolás Maduro, Brasil revisa sua segurança militar e identifica vulnerabilidades na defesa antiaérea frente a possíveis ofensivas estrangeiras.

Sexta, 20 de Fevereiro de 2026 às 20:37, por: CdB

A avaliação, entregue ao presidente antes da viagem à Índia, indicou que o Brasil não dispõe de equipamentos suficientes de defesa antiaérea para exercer capacidade de dissuasão contra uma ofensiva estrangeira.

Por Redação – de Brasília

O sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por forças dos Estados Unidos levantou um alerta no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e levou o Palácio do Planalto a determinar uma ampla revisão de cenários estratégicos no campo militar. Diante do impacto regional da operação, Lula solicitou às Forças Armadas um diagnóstico sobre possíveis vulnerabilidades do Brasil em caso de uma ação semelhante em território nacional, conforme apurou o diário conservador paulistano Folha de São Paulo.

Ataque dos EUA à Venezuela leva o Brasil a aferir seus níveis de segurança | O nível de treinamento do Exército Brasileiro ainda não foi testado em situação de confronto real
O nível de treinamento do Exército Brasileiro ainda não foi testado em situação de confronto real

A avaliação, entregue ao presidente antes da viagem à Índia, indicou que o Brasil não dispõe de equipamentos suficientes de defesa antiaérea para exercer capacidade de dissuasão contra uma ofensiva estrangeira, especialmente de uma potência militar como os Estados Unidos. O episódio representou uma mudança brusca no panorama de segurança regional.

 

Essequibo

Nos últimos dois anos, o governo brasileiro já havia ampliado sua atenção para o fator venezuelano. No fim de 2023, quando Maduro avançou com movimentos relacionados à disputa territorial envolvendo a região de Essequibo, na Guiana, o Brasil mobilizou aeronaves, tropas, blindados e mísseis para a fronteira. À época, setores de inteligência do país identificaram a possibilidade de uma invasão terrestre que poderia envolver passagem pelo território brasileiro.

A movimentação militar brasileira naquele momento foi tratada como uma manobra de dissuasão, com o objetivo de impedir que a Venezuela invadisse a Guiana. Dois anos depois, porém, a Venezuela passou de pedra a vidraça, ao se tornar alvo de uma intervenção militar estrangeira.

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