Rio de Janeiro, 19 de Maio de 2026

Apenas 20% concordam com 'bandido bom é bandido morto', diz pesquisa

Pesquisa do Instituto Sou da Paz revela que a maioria dos brasileiros defende prevenção e aplicação das leis existentes na segurança pública, em vez de violência.

Terça, 19 de Maio de 2026 às 11:23, por: CdB

Levantamento do Instituto Sou da Paz mostra que brasileiros defendem prevenção, tecnologia e aplicação das leis já existentes como prioridades na segurança pública.

Por Redação, com Agenda do Poder – de Brasília

A maioria dos brasileiros defende políticas de segurança pública voltadas para eficiência, prevenção, tecnologia e cumprimento das leis já existentes. É o que mostra uma pesquisa divulgada pelo Instituto Sou da Paz, que analisou a percepção da população sobre violência, atuação policial e circulação de armas no país.

Apenas 20% concordam com 'bandido bom é bandido morto', diz pesquisa | Violência é repudiada, segundo pesquisa
Violência é repudiada, segundo pesquisa

O estudo também reforça a sensação de insegurança da população. Apenas 32% dos entrevistados afirmaram se sentir seguros na cidade onde vivem, número que cai para 26% entre as mulheres.

Além disso, a violência contra a mulher aparece como uma preocupação expressiva no levantamento. Segundo a pesquisa, 83% dos participantes identificam esse tipo de violência como uma realidade presente em seus municípios.

Rejeição à violência e defesa do cumprimento da lei.

Entre os entrevistados, apenas 20% concordaram com a afirmação “bandido bom é bandido morto”, indicando baixa adesão ao discurso de violência como solução para a criminalidade.

Por outro lado, 73% defendem que criminosos devem ser julgados e presos conforme prevê a legislação. Já 55% acreditam que a prioridade deve ser a aplicação efetiva das leis existentes para todos os infratores.

Outro grupo, correspondente a 39%, considera necessário ampliar as penas como estratégia de enfrentamento ao crime.

Maioria apoia câmeras corporais e polícia mais preparada.

O uso de tecnologia na segurança pública recebeu forte apoio popular. Segundo o levantamento, 82% dos brasileiros são favoráveis à adoção de câmeras corporais por agentes policiais.

A percepção também aponta demanda por qualificação das forças de segurança. Para 65% dos entrevistados, o país precisa investir em uma polícia melhor treinada e mais preparada para lidar com a criminalidade.

O resultado reforça a preferência por mecanismos de controle, transparência e modernização das corporações policiais.

Violência

A pesquisa também avaliou a visão dos brasileiros sobre armas de fogo. Para 77% dos entrevistados, armas compradas legalmente podem acabar sendo utilizadas em crimes e atos violentos após roubos ou desvios.

Além disso, 73% afirmaram acreditar que uma maior circulação de armas contribui para o aumento da violência.

Os dados indicam preocupação da população com políticas de flexibilização do acesso ao armamento e seus possíveis impactos na segurança coletiva.

Instituto aponta prioridades para próximos anos.

Realizado entre novembro e dezembro de 2025 pela Oma Pesquisa, o estudo teve abrangência nacional e ouviu 1.115 pessoas em entrevistas presenciais domiciliares.

Com base nos resultados, o Instituto Sou da Paz defende como prioridades para os próximos anos ações voltadas à proteção de meninas e mulheres, fortalecimento e valorização das polícias, combate ao crime organizado, redução de roubos e retirada de armas ilegais de circulação.

A pesquisa foi divulgada na segunda-feira e reforça a preferência da população por políticas públicas focadas em prevenção, inteligência e cumprimento da legislação vigente.

Edições digital e impressa