Rio de Janeiro, 15 de Maio de 2026

Confiança dos industriais fica mais firme, segundo pesquisa da CNI

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) subiu em maio, interrompendo três quedas seguidas, mas ainda permanece em terreno pessimista. Entenda os detalhes.

Sexta, 15 de Maio de 2026 às 14:55, por: CdB

O resultado interrompe uma sequência de três quedas seguidas do ICEI, mas ainda não compensa totalmente as perdas acumuladas entre fevereiro e abril de 2026.

Por Redação – de Brasília

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) avançou 2 pontos em maio e atingiu 47,2 pontos, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira. Apesar da alta, o indicador segue abaixo da linha dos 50 pontos — patamar que separa confiança da falta de confiança — e mantém o setor industrial em terreno pessimista há 17 meses consecutivos.

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Indústria mostra maior confiança, aponta CNI

O resultado interrompe uma sequência de três quedas seguidas do ICEI, mas ainda não compensa totalmente as perdas acumuladas entre fevereiro e abril de 2026, período em que o índice recuou 3,3 pontos. Para o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, ainda não dá para prever que essa alta possa reverter o cenário de pessimismo.

— É cedo para dizer se essa alta que aconteceu em maio vai reverter totalmente esse movimento que vinha acontecendo, trazendo novas altas da confiança, capazes até de levar novamente o empresário para um campo de confiança — afirmou.

Expectativas

O ICEI é composto por dois indicadores: o Índice de Condições Atuais, que mede a percepção dos empresários sobre a economia brasileira e as próprias empresas nos últimos seis meses, e o Índice de Expectativas, que avalia as perspectivas para o semestre seguinte. Ambos registraram avanço em maio, reduzindo o pessimismo observado em abril.

O Índice de Condições Atuais subiu 2,4 pontos e alcançou 42,9 pontos, enquanto o Índice de Expectativas avançou 1,7 ponto, passando de 47,6 para 49,3 pontos. 

— Quando se fala de condições atuais, tanto a avaliação com relação à empresa, como aquela com relação à economia brasileira, elas melhoraram — conclui Azevedo.

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