Rio de Janeiro, 14 de Maio de 2026

Desemprego aumenta em todo o país, mas em proporções diferentes

Taxa de desemprego no Brasil atinge 6,1% no primeiro trimestre de 2026, com variações significativas entre os estados. Descubra os detalhes.

Quinta, 14 de Maio de 2026 às 20:31, por: CdB

Apesar da alta nessa comparação, o patamar de 6,1% ainda é o menor para o primeiro trimestre na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

A taxa de desemprego nos Estados brasileiros variou de 2,7% em Santa Catarina a 10% no Amapá no primeiro trimestre de 2026, apontam dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Brasil, a desocupação foi de 6,1% no mesmo período, após marcar 5,1% nos três últimos meses de 2025.

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Apesar da alta nessa comparação, o patamar de 6,1% ainda é o menor para o primeiro trimestre na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). A série histórica começou em 2012. A taxa nacional já havia sido publicada pelo IBGE em 30 de abril. A divulgação desta quinta-feira traz os números dos Estados; além de outros detalhamentos do mercado de trabalho.

A alta do desemprego no Brasil foi acompanhada por avanços da taxa em 15 Estados frente ao quarto trimestre do ano passado, disse o instituto. O IBGE afirmou que o desemprego subiu nos seguintes locais:

Ceará (+2,3 pontos percentuais), Acre (+1,8 p.p.), Tocantins (+1,6 p.p.), Mato Grosso do Sul (+1,4 p.p.), Paraíba (+1,3 p.p.), Maranhão (+1,3 p.p.), São Paulo (+1,3 p.p.), Alagoas (+1,2 p.p.), Bahia (+1,2 p.p.), Pará (+1,2 p.p.), Goiás (+1,2 p.p.), Minas Gerais (+1,2 p.p.), Rondônia (+1,1 p.p.), Espírito Santo (+0,8 p.p.) e Santa Catarina (+0,5 p.p.).

 

Estabilidade

Nas demais 12 unidades da Federação, incluindo o Distrito Federal, o indicador ficou relativamente estável. Ou seja, não houve variação significativa em termos estatísticos, considerando o intervalo de confiança da pesquisa. Segundo o analista do IBGE William Kratochwill, a desocupação aumenta historicamente no Brasil no primeiro trimestre por causa da dispensa de trabalhadores temporários.

Essa tendência aparece no comércio e também envolve o fim de contratos em educação e saúde no setor público municipal.

— É importante lembrar também que outros 12 estados ficaram com estabilidade na desocupação em relação ao trimestre anterior, demonstrando que o mercado de trabalho conseguiu absorver de alguma forma os contratos temporários de fim de ano — observou Kratochwill.

 

Estatísticas

A diferença nas taxas de desemprego dos Estados é uma característica histórica. Segundo analistas, o quadro reflete as disparidades no desenvolvimento socioeconômico das regiões. Norte e Nordeste tradicionalmente enfrentam mais dificuldades nessa área. Os dados da Pnad abrangem a população de 14 anos ou mais.

Para ser considerada desempregada nas estatísticas oficiais, uma pessoa dessa faixa etária precisa estar sem qualquer tipo de emprego (formal ou informal) e seguir à procura de oportunidades. Não basta só não trabalhar.

No primeiro trimestre, o número de desempregados foi estimado em 6,6 milhões no país.

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