Rio de Janeiro, 05 de Agosto de 2026

Lula lidera, mas pesquisa mostra leve recuperação de ’01’

Ainda segundo a pesquisa, a escolha de voto em ’01' é definitiva para 68% dos entrevistados, contra 62% em julho. Na direita não bolsonarista, o candidato do PL recupera terreno e sobe de 74% para 81% na intenção de voto.

Quarta, 05 de Agosto de 2026 às 20:47, por: CdB

Ainda segundo a pesquisa, a escolha de voto em ’01′ é definitiva para 68% dos entrevistados, contra 62% em julho. Na direita não bolsonarista, o candidato do PL recupera terreno e sobe de 74% para 81% na intenção de voto.

Por Redação – de Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na mais recente pesquisa de opinião da Quaest, divulgada nesta quarta-feira, venceria seu adversário por 44% a 39%. Na primeira rodada, Lula lidera, com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ou filho ’01’ como também é conheido, em segundo lugar com 30%; Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 4%; Romeu Zema (Novo) 2%; Cabo Daciolo (Mobiliza), Escritor Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) 1%. Os demais nomes não pontuaram.

Pesquisa Quaest
Fonte: Quaest

Ainda segundo a pesquisa, a escolha de voto em ’01′ é definitiva para 68% dos entrevistados, contra 62% em julho. Na direita não bolsonarista, o candidato do PL recupera terreno e sobe de 74% para 81% na intenção de voto. Para 59% a reconciliação entre Flávio e Michelle foi positiva e eleva sua chance de vitória para 46%.

Para 52% dos entrevistados, foi errada a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de proibir visitas do primogênito ao pai, o ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL). Em outro ponto negativo para o presidente, candidato a mais quatro anos no cargo, a percepção de melhora na renda com Desenrola e isenção de IR até R$ 5 mil é menor em relação a julho.

 

Michelle

Na sua página em uma rede social, o cientista político e fundador da Quaest, Felipe Nunes, avalia que o eleitor antipetista voltou a se reorganizar em torno do ’01′. No 2º turno, Flávio Bolsonaro sobe de 74% para 81% na direita não bolsonarista e de 91% para 95% entre bolsonaristas. Entre independentes, a vantagem de Lula cai de 13 para 4 pontos. O principal fator para o melhor desempenho de Flávio, segundo Nunes, “foi a reconciliação pública com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro”.

As variações individuais, segundo o cientista político, estão dentro da margem de erro, mas Nunes avalia que o conjunto dos indicadores, como intenção de voto, rejeição, potencial de voto e convicção, aponta uma recuperação do senador.

Além de avançar nas intenções de voto, Flávio Bolsonaro ampliou de 38% para 41% o percentual dos entrevistados que o conhecem e poderiam votar nele de julho para agosto. A rejeição oscilou de 57% para 54% no mesmo período, e a parcela de seus eleitores que considera o voto definitivo subiu de 62% para 68%.

 

Desenrola 2.0

Segundo a pesquisa, 54% dizem que as declarações de Flávio Bolsonaro sobre as urnas em uma reunião com embaixadores não alteram a intenção de voto. A aprovação do governo, por sua vez, vinha melhorando desde abril, quando 43% aprovavam a gestão e 52% desaprovavam. Em julho, os índices chegaram a 48% e 47%, respectivamente, e permaneceram nesse patamar em agosto.

Segundo Nunes, os programas econômicos continuam ajudando Lula, mas perderam capacidade de produzir novos ganhos políticos. No ‘Programa Desenrola 2.0’, por exemplo, a parcela que considera o programa uma boa ideia caiu de 55% para 47%, enquanto o percentual de beneficiados diretamente passou de 12% para 10%. Entre eles, os que perceberam aumento significativo na renda caíram de 35% para 26%.

Aprovação

“Os programas não deixaram de ajudar. O que parece ter diminuído é seu efeito marginal: o ganho político adicional que produzem ao longo do tempo. Tanto que a aprovação ficou estável em 48% e a desaprovação em 47%”, acrescentou Nunes.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores presencialmente entre 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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