Rio de Janeiro, 16 de Setembro de 2026

Lindbergh pede ao STF bloqueio de bens do candidato Flávio Bolsonaro

Em vídeo publicado nas redes sociais, nesta manhã, o parlamentar informa que apresentou o pedido ao STF e sustentou que o dinheiro teria origem ilícita.

Quarta, 16 de Setembro de 2026 às 18:02, por: CdB

Em vídeo publicado nas redes sociais, nesta manhã, o parlamentar informa que apresentou o pedido ao STF e sustentou que o dinheiro teria origem ilícita.

Da Redação – de Brasília

O deputado e candidato à reeleição Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, o bloqueio de bens e valores de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) até o limite de R$ 72 milhões, cifra relacionada aos recursos enviados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, para o financiamento do filme ‘Dark Horse’ (O Pangaré), sobre a vida do pai, Jair Bolsonaro (PL), preso por liderar o golpe de Estado fracassado no 8 de Janeiro.

Lindbergh Farias
O deputado Lindbergh Farias tem atuado contra a ação bolsonarista

Em vídeo publicado nas redes sociais, nesta manhã, o parlamentar informa que apresentou o pedido ao STF e sustentou que o dinheiro teria origem ilícita.

— Gente, acabo de entrar no Supremo com o pedido do bloqueio de bens de Flávio Bolsonaro no valor de R$ 72 milhões — afirmou Lindbergh Farias.

Recursos

A representação apresentada pelo deputado pede medidas de contenção sobre o patrimônio do filho ’01’ de Bolsonaro, como o senador também é conhecido, para assegurar uma eventual reparação caso as investigações comprovem irregularidades nos recursos destinados ao filme.

No vídeo, o deputado relacionou o dinheiro enviado para o exterior aos investimentos superiores a R$ 3,6 bilhões realizados pelo Rioprevidência em ativos associados ao Banco Master. Lindbergh afirmou estar convencido de que os recursos destinados à produção cinematográfica teriam relação com os desvios envolvendo a previdência dos servidores públicos do Rio de Janeiro.

— Eu quero explicar a você, aqueles R$ 72 milhões que o Vorcaro deu para o Flávio Eduardo Bolsonaro, que está naquele fundo Raven Gates do Texas, é dinheiro de corrupção. Estou convencido. As informações que a gente tem, cada vez mais seguras, é que tem uma ligação com o desvio do Rioprevidência no Rio de Janeiro — concluiu.

O fundo citado nas investigações e nas reportagens sobre o caso é o Havengate Development Fund, sediado no Texas. Os investigadores apuram transferências realizadas por empresas ligadas a Vorcaro para o fundo, utilizado para administrar recursos destinados a Dark Horse.
O Rioprevidência é investigado sobre os investimentos ligados ao Banco Master, na gestão do governador Cláudio Castro (PL).

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