Rio de Janeiro, 15 de Maio de 2026

Energia negociada fora das distribuidoras supera metas

Em 2025, o mercado livre de energia no Brasil superou metas, com 21 mil novos consumidores. Descubra como isso impacta custos e competitividade.

Sexta, 15 de Maio de 2026 às 15:02, por: CdB

Em 2025, o mercado livre registrou a adesão de mais de 21 mil novos consumidores.

Por Redação, com ACS – de São Paulo

Quase metade de toda a eletricidade consumida no Brasil já é negociada fora das distribuidoras. São mais de 85 mil empresas que trocaram a tarifa fixa pela liberdade de escolher fornecedor, prazo e fonte de energia e que, com isso, ganharam previsibilidade, autonomia e, na maioria dos casos, redução real de custos.

Energia negociada fora das distribuidoras supera metas | Mercado livre de energia supera metas no país
Mercado livre de energia supera metas no país

Para Tiago Fassbinder, gestor de consumidores da Spirit Energia, a pergunta que todo empresário deveria estar fazendo não é mais se vale a pena migrar para o Mercado Livre de Energia, mas quando e como fazer isso da forma certa.

Em 2025, o mercado livre registrou a adesão de mais de 21 mil novos consumidores, totalizando aproximadamente 85 mil participantes e respondendo por cerca de 43% de toda a eletricidade consumida no Brasil, segundo dados da CCEE. O crescimento no primeiro semestre do ano foi de 26%, e setores como serviços, comércio e indústria lideraram as adesões.

— O mercado livre não é uma aposta, é uma realidade consolidada que já responde por quase metade de toda a energia consumida no país. Empresas que ainda não avaliaram essa possibilidade estão, na prática, deixando dinheiro na mesa todos os meses — afirma Fassbinder.

Migração

O cenário de 2026 trouxe pressão de preços no setor. Dados da CCEE ainda mostram que as migrações recuaram 32,3% no bimestre de janeiro e fevereiro em comparação ao mesmo período de 2025, influenciadas pela alta nos preços de energia e por mudanças regulatórias.  

Para Fassbinder, porém, esse cenário não significa que o mercado livre perdeu atratividade. Significa que ele ficou mais seletivo e que escolher o momento certo e o contrato adequado faz toda a diferença.

— O mercado livre amadureceu. Quem entrou nos últimos dois anos sem uma análise criteriosa está sentindo mais o impacto das mudanças agora. Já os nossos clientes, que passaram por um processo estruturado de avaliação antes de migrar, seguem colhendo os benefícios. A diferença está no planejamento, não no mercado em si — observa o especialista.

Competitivo

Dados da ANEEL confirmam que o interesse pelo ambiente livre segue relevante: pelo menos 7 mil cargas já comunicaram às distribuidoras a intenção de migrar ao longo de 2026, sinalizando que o mercado continua em movimento, mesmo em um ambiente mais seletivo. Além da economia direta na conta de energia, o mercado livre oferece benefícios estratégicos que impactam a competitividade do negócio.

— Quando um empresário percebe que pode travar o preço da energia por dois ou três anos, sem bandeira tarifária e ainda optando por fonte renovável, o olhar muda completamente. A energia deixa de ser um custo fixo incontrolável e passa a ser uma alavanca de gestão — pontua Fassbinder.

Atualmente, podem migrar todas as empresas conectadas em média ou alta tensão (Grupo A), independentemente do porte, uma abertura que, desde janeiro de 2024, incluiu pequenas e médias empresas que antes não tinham acesso ao ambiente livre.

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