Rio de Janeiro, 09 de Março de 2026

Analistas econômicos voltam a presumir uma nova alta da inflação

Analistas econômicos mantêm projeção de inflação em 10,50% até 2027. Descubra as últimas atualizações sobre a Selic e as expectativas do IPCA.

Segunda, 09 de Março de 2026 às 20:58, por: CdB

A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50%, pela 56ª semana seguida. Considerando só as 38 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a taxa média também permaneceu em 10,50%.

Por Redação, com ABr – de Brasília

A mediana do ‘Boletim Focus’ para a Selic no fim de 2026 subiu de 12,00% para 12,13%. Considerando apenas as 40 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também aumentou de 12,00% para 12,13%.

Analistas econômicos voltam a presumir uma nova alta da inflação | O Banco Central brasileiro, com sede em Brasília, reúne as decisões da autoridade monetária sobre inflação e juros
O Banco Central brasileiro, com sede em Brasília, reúne as decisões da autoridade monetária sobre inflação e juros

A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50%, pela 56ª semana seguida. Considerando só as 38 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a taxa média também permaneceu em 10,50%. Já a mediana para a Selic no fim de 2028 ficou em 10,00%, pela 7ª semana consecutiva. Para 2029, a média permaneceu em 9,50%, pela 19ª leitura consecutiva.

Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% pela quinta vez seguida, mas indicou que pode começar o processo de corte dos juros na próxima reunião, em março.

“O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, descreve a ata da decisão.

 

Projeção

A mediana para o IPCA de 2026 manteve-se em 3,91%. A taxa está 0,91 ponto porcentual acima do centro da meta, de 3,00. Há um mês, era de 3,97%. Considerando apenas as 44 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida oscilou de 3,91% para 3,92%.

Para o IPCA de 2027, a projeção subiu levemente, de 3,79% para 3,80%. Há um mês, era de 3,80%. Considerando apenas as 42 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida subiu de 3,74% para 3,81%.

O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da última mediana do Focus, que previa alta de 4,31%, e da estimativa do Banco Central para o período, de alta de 4,4%.

 

Alvo

Conforme trajetória divulgada no comunicado da reunião de janeiro do Copom, o BC prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,4% e espera que a inflação em 12 meses chegue a 3,2% no horizonte relevante, atualmente localizado no terceiro trimestre de 2027.

A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o BC perdeu o alvo.

No ‘Focus’ desta segunda-feira, a projeção para o IPCA de 2028 manteve-se em 3,50%, pela 18ª semana seguida. Para 2029, também seguiu em 3,50%, mas pela 27ª semana seguida.

 

Câmbio

Para a cotação do dólar no fim de 2026, as projeções oscilaram em média de R$ 5,42 para R$ 5,41. Há um mês, era de R$ 5,50. O cálculo para a cotação da moeda até o fim de 2027 ficou em R$ 5,50, pela quinta semana seguida.

A moeda norte-americana fechou 2025 cotada a R$ 5,4840, com perda acumulada de 11,18% frente ao real. A apreciação da divisa brasileira foi motivada pelo enfraquecimento global do dólar e pela atratividade das operações de carry trade, na esteira do forte ciclo de aperto monetário conduzido pelo Banco Central, que levou a Selic a 15% ao ano.

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