Aquino foi ouvido pela PF na condição de testemunha em um depoimento sigiloso no dia 25 de maio, para aprofundar as investigações sobre suspeitas de corrupção de dois subordinados seus no BC, Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza.
Por Redação, com Reuters – de Brasília
Diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Ailton de Aquino afirmou, em um novo depoimento à Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira, que a autarquia passou por “vazamentos sistemáticos de informações internas” envolvendo os processos de análise do Banco Master. Aquino afirmou que ele e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, “não confiavam em ninguém naquele momento”.

Aquino foi ouvido pela PF na condição de testemunha em um depoimento sigiloso no dia 25 de maio, para aprofundar as investigações sobre suspeitas de corrupção de dois subordinados seus no BC, Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza.
No relatório, vazado com exclusividade para o diário conservador paulistano O Estado de S. Paulo, o diretor do BC disse que Galípolo lhe acionou para apurar as suspeitas de cooptação dos dois servidores. Procurado pela reportagem, o BC não se manifestou, nem seu presidente.
Carteiras
A defesa de Paulo Sérgio nega irregularidades, afirma que ele “jamais recebeu qualquer vantagem indevida” e atuou de forma técnica na fiscalização. Disse ainda que ele defendeu internamente que fosse decretada a liquidação do Master e que as investigações da PF se basearam no trabalho dele de fiscalização. A defesa de Belline também nega atuação para beneficiar o Master.
O diretor do BC já havia prestado depoimento em dezembro, no Supremo Tribunal Federal (STF), sobre as suspeitas de fraudes na compra de carteiras do Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB).