Motta reconheceu, ainda, que o convite para a viagem partiu do senador Ciro Nogueira (PP-PI). A admissão ocorre em meio à divulgação de documentos da Polícia Federal sobre o caso Vorcaro.
Por Redação – de Brasília
Presidente da Câmara, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) admitiu nesta quarta-feira, a interlocutores, que viajou a Lisboa em um jatinho do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master. Também aceitou que o empresário pagasse a hospedagem em um hotel de alto luxo, na capital portuguesa.

Motta reconheceu, ainda, que o convite para a viagem partiu do senador Ciro Nogueira (PP-PI). A admissão ocorre em meio à divulgação de documentos da Polícia Federal sobre o caso Vorcaro. Motta, no entanto, somente falou sobre o assunto depois que Supremo Tribunal Federal (STF) retirou o sigilo de documentos enviados pela Polícia Federal (PF). O relatório faz parte do material produzido na ‘Operação Compliance Zero’, que investiga possíveis fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.
Divergência
Segundo a PF, a versão de que Vorcaro teria pagado apenas duas diárias para Motta na capital portuguesa diverge dos elementos reunidos pelos investigadores. No relatório, a corporação afirma que o banqueiro pagou cinco dias de hospedagem, enquanto a fatura analisada menciona sete diárias.
O relatório cita conversas entre Vorcaro e um auxiliar nas quais o então banqueiro afirma que precisaria de dois quartos em Lisboa para “Ciro e Hugo”. Em seguida, o auxiliar informou que haveria duas suítes disponíveis no hotel Four Seasons.
Em outra troca de mensagens, o auxiliar pediu que Vorcaro enviasse “a lista dos homens”. e o banqueiro encaminhou a lista que incluía o senador Ciro Nogueira e o deputado Hugo Motta. Segundo a PF, as diárias relacionadas ao caso custaram 3.155,71 euros, ou aproximadamente R$ 18.256,21.