Rio de Janeiro, 16 de Agosto de 2026

Casas Bahia revela prejuízo bilionário, sob risco de pedir 'concordata'

"Diante de um ambiente macroeconômico ​e de crédito mais desafiador, a companhia avança para a fase 2 do plano de transformação", disse a empresa em nota, neste domingo.

Domingo, 16 de Agosto de 2026 às 17:30, por: CdB

“Diante de um ambiente macroeconômico ​e de crédito mais desafiador, a companhia avança para a fase 2 do plano de transformação”, disse a empresa em nota, neste domingo.

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

A Casas Bahia registrou um prejuízo de mais de R$10 bilhões no segundo trimestre, citando impacto de um plano de redimensionamento de sua operação que incluiu o fechamento de 298 lojas para lidar com o momento mais desafiador para o setor, enquanto ​não descartou novo pedido de recuperação extrajudicial ou judicial, recurso também chamado de ‘concordata’.

Casas Bahia
As dívidas bilionárias atingem em cheio as lojas da Casas Bahia

“Diante de um ambiente macroeconômico ​e de crédito mais desafiador, a companhia avança para a fase 2 do plano de transformação, redimensionando sua operação, impactando o resultado líquido através de efeitos contábeis não recorrentes em R$9,1 bilhões, sem efeito caixa no trimestre”, afirmou a companhia no balanço publicado na madrugada deste domingo.

A companhia também afirmou nas notas explicativas de suas demonstrações financeiras ​que continua avaliando alternativas adicionais, incluindo “reorganização formal de seus passivos e obrigações, incluindo possível ​nova recuperação extrajudicial ou recuperação judicial”. A companhia passou por uma recuperação extrajudicial em 2024. 

 

Receita

No segundo trimestre, a companhia teve um prejuízo líquido de R$10,1 bilhões, bem acima da perda de R$555 ​milhões registrada um ano antes. Em termos ajustados, o prejuízo ficou em R$978 milhões. No período, a receita líquida cresceu 1,6%, para quase R$7 bilhões, enquanto as despesas com vendas, gerais e administrativas tiveram incremento de 17%, para R$1,8 bilhão. A linha “outras despesas” ‌saltou para R$3,5 bilhões, de R$49 milhões um ano antes.

O resultado ‌medido pelo lucro antes ​de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado encolheu 9,4%, para R$518 milhões, com a margem nessa linha passando de 8,3% para 7,4%. 

No período de abril a  junho, o caixa incluindo recebíveis não descontados totalizou R$2,9 bilhões e o indicador de alavancagem financeira, medido pela dívida líquida/Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, ficou em ‌0,5 vez, de 2,2 vezes no mesmo período do ano passado e 0,5 vez nos primeiros três meses de 2026.

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