“Diante de um ambiente macroeconômico e de crédito mais desafiador, a companhia avança para a fase 2 do plano de transformação”, disse a empresa em nota, neste domingo.
Por Redação, com Reuters – de São Paulo
A Casas Bahia registrou um prejuízo de mais de R$10 bilhões no segundo trimestre, citando impacto de um plano de redimensionamento de sua operação que incluiu o fechamento de 298 lojas para lidar com o momento mais desafiador para o setor, enquanto não descartou novo pedido de recuperação extrajudicial ou judicial, recurso também chamado de ‘concordata’.

“Diante de um ambiente macroeconômico e de crédito mais desafiador, a companhia avança para a fase 2 do plano de transformação, redimensionando sua operação, impactando o resultado líquido através de efeitos contábeis não recorrentes em R$9,1 bilhões, sem efeito caixa no trimestre”, afirmou a companhia no balanço publicado na madrugada deste domingo.
A companhia também afirmou nas notas explicativas de suas demonstrações financeiras que continua avaliando alternativas adicionais, incluindo “reorganização formal de seus passivos e obrigações, incluindo possível nova recuperação extrajudicial ou recuperação judicial”. A companhia passou por uma recuperação extrajudicial em 2024.
Receita
No segundo trimestre, a companhia teve um prejuízo líquido de R$10,1 bilhões, bem acima da perda de R$555 milhões registrada um ano antes. Em termos ajustados, o prejuízo ficou em R$978 milhões. No período, a receita líquida cresceu 1,6%, para quase R$7 bilhões, enquanto as despesas com vendas, gerais e administrativas tiveram incremento de 17%, para R$1,8 bilhão. A linha “outras despesas” saltou para R$3,5 bilhões, de R$49 milhões um ano antes.
O resultado medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado encolheu 9,4%, para R$518 milhões, com a margem nessa linha passando de 8,3% para 7,4%.
No período de abril a junho, o caixa incluindo recebíveis não descontados totalizou R$2,9 bilhões e o indicador de alavancagem financeira, medido pela dívida líquida/Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, ficou em 0,5 vez, de 2,2 vezes no mesmo período do ano passado e 0,5 vez nos primeiros três meses de 2026.