Segundo a investigação, o grupo oferecia empréstimos com juros elevados e exigia imóveis como garantia.
Por Redação, com JBr – de São Paulo
Uma operação contra um grupo suspeito de agiotagem e extorsão prendeu nesta sexta-feira um escrevente de um cartório de notas de Campinas (SP). A investigação identificou ao menos 62 vítimas, das quais 18 perderam imóveis dados como garantia de empréstimos.

Segundo a investigação, o grupo oferecia empréstimos com juros elevados e exigia imóveis como garantia. Os suspeitos dividiam as tarefas de captar clientes, negociar empréstimos, formalizar contratos e cobrar dívidas.
A Justiça expediu 11 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão. A reportagem tenta identificar a defesa do escrevente preso.
O Ministério Público também apura se o grupo usava empresas de fachada e intermediários para ocultar a origem e o destino do dinheiro. A investigação envolve suspeitas de agiotagem, extorsão, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e organização criminosa.
A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores, o sequestro de imóveis e o afastamento cautelar de função pública.
Batizada de Shylock, a operação é coordenada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo e conta com equipes do 1º e do 10º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia).
Operação Tutor
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO-CE) deflagrou, nesta sexta-feira, a Operação Tutor, com o objetivo de desarticular estrutura criminosa responsável pela introdução clandestina e exploração econômica de aparelhos celulares e outros objetos ilícitos em unidades prisionais do estado.
A investigação teve início após a apreensão de um aparelho celular no interior da unidade prisional, em junho de 2026. A análise forense do dispositivo revelou um esquema com divisão de tarefas entre internos e colaboradores externos, envolvendo a locação clandestina de celulares e canetas esferográficas mediante pagamento.
Entre os elementos identificados, as investigações apontaram a participação de um homem que atuava na unidade prisional. Segundo os elementos apurados, ele teria utilizado o acesso proporcionado por sua atividade profissional para introduzir clandestinamente canetas esferográficas no estabelecimento, mediante recebimento de pagamentos.
As investigações também identificaram a circulação de manuscritos, utilizados por um grupo criminoso para transmitir ordens e orientações entre seus integrantes, além de articulações para obtenção de armas de fogo destinadas à prática de crimes fora do sistema penitenciário.
A ação cumpre dois mandados de prisão preventiva e um de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário do Ceará.