‘Bolsonaro canibal’ viraliza nas redes, em entrevista ao New York Times
A declaração do mandatário neofascista de que comeria os restos mortais de um ser humano é verdadeira e foi concedida em 2016, durante a entrevista do então deputado federal ao jornalista Simon Romen, do diário norte-americano The New York Times. O próprio Bolsonaro a divulga, na íntegra, em seu canal no YouTube.
A declaração do mandatário neofascista de que comeria os restos mortais de um ser humano é verdadeira e foi concedida em 2016, durante a entrevista do então deputado federal ao jornalista Simon Romen, do diário norte-americano The New York Times. O próprio Bolsonaro a divulga, na íntegra, em seu canal no YouTube.
Por Redação - do Rio de Janeiro
O presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, tem experimentado nos últimos dias do veneno que disseminou nas redes sociais, ao longo de todo o seu mandato, ao se ver no alto dos assuntos mais comentados, no país, em situações grotescas. Dessa vez, um vídeo no qual diz que, por pouco, não comeu a carne de um índio ao visitar uma tribo imaginária em Roraima, durante uma suposta cerimônia canibal, tornou-se o seu pior pesadelo.
Bolsonaro foi comparado ao canibal Dahmer, de uma série no Netflix
A declaração do mandatário neofascista de que comeria os restos mortais de um ser humano é verdadeira e foi concedida em 2016, durante a entrevista do então deputado federal ao jornalista Simon Romen, do diário norte-americano The New York Times. O próprio Bolsonaro a divulga, na íntegra, em seu canal no YouTube.
Na gravação, Bolsonaro relata que acompanhava visita a uma comunidade indígena em Sururucu, município de Vista Alegre (RO), quando “morreu um índio” e eles o estavam cozinhando.
— Eles cozinham o índio, é a cultura deles. Cozinha por dois três dias e come com banana. E eu queria ver o índio sendo cozinhado. Daí o cara falou ‘se for, tem que comer’. Eu falei: ‘eu como!’ Como a comitiva não quis ir, porque tinha que comer o índio, não queriam me levar sozinho lá — contou ao repórter que, incrédulo, não conteve o riso.
Viralizou
Mesmo diante da reação do jornalista, Bolsonaro insistiu:
— Eu comeria o índio sem problema nenhum, é a cultura deles, e eu me submeti àquilo.
Nesta manhã, a entrevista viralizou nas redes sociais ao ser compartilhado no Twitter pelo perfil do chargista Maurício Ricardo. Até a noite passada, o vídeo foi acessado por cerca de 1,6 milhão de internautas, com cerca de 58 mil curtidas.
Assista ao vídeo:
Bolsonaro não comeu CARNE HUMANA porque não quiseram ir com ele. E não fez sexo com mulher faminta no Haiti por falta de higiene e porque “não precisou”. Isso dito ao New York Times. (Íntegra da entrevista no canal oficial do presidente. Link abaixo) pic.twitter.com/0mm5mR7VPi
Em outro trecho do mesmo vídeo, Bolsonaro relata que se recusou a fazer sexo com mulheres durante visita ao Haiti, não porque era casado e não seria infiel à sua mulher, mas porque elas não teriam "higiene nenhuma”.
— Eu vi mulheres se oferecendo lá por sexo — desculpa aqui — sem higiene nenhuma. Não comi, não preciso — desculpa-se.
Com a repercussão, os termos ‘BOLSONARO CANIBAL’ e ‘CARNE HUMANA’ estiveram entre os assuntos mais comentados na rede, puxados por perfis que fizeram memes e piadas com imagem do presidente associada ao canibalismo. Houve até comparação com o serial Killer Jeffrey Dahmer, retratado na série da Netflix que está entre as mais assistidas no canal de streaming.
Maçons
A semana, aliás, começou mal para o inquilino do Palácio do Planalto. Na segunda-feira, seu nome passou a ser associado ao satanismo e à maçonaria, depois que um vídeo em que ele discursa numa loja maçônica voltou a circular pela rede mundial de computadores.
Bolsonaro também aparece ao lado de membros da maçonaria e de um quadro de Baphomet — criatura associada ao satanismo — e um tuíte em que Bolsonaro teria dito que a "maçonaria é maior do que cristianismo”. A publicação chegou a ser desmentida, mas depois de circular por milhões de perfis sociais.
A maçonaria reúne elementos místicos e pictóricos que levam igrejas cristãs a atribuir um viés satanista ao grupo e chegam a proibir que seus fiéis ingressem para a associação. Os evangélicos, particularmente, são avessos à cultura maçom e representam uma importante fatia da base eleitoral de Bolsonaro.