Trump manteve-se calado quando lhe perguntaram se havia um acordo para o conflito. Ele também afirmou que as fronteiras ucranianas “não foram discutidas”.
Por Redação, com ANSA – de Kiev
Após se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o mandatário da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou nesta quinta-feira o primeiro encontro trilateral entre os dois países e a Rússia. A reunião irá ocorrer entre sexta e sábado nos Emirados Árabes.

– Espero que os Emirados estejam cientes disso. Às vezes, temos surpresas vindas do lado americano – disse Zelensky em resposta a uma pergunta em Davos, na Suíça, conforme relato da Sky News.
Ele, que conversou com Trump às margens do Fórum Econômico Mundial, em Davos, definiu a reunião como “positiva”.
– Os documentos destinados a pôr fim a esta guerra estão quase prontos, e isso é o que importa. A Ucrânia está trabalhando com absoluta honestidade – falou Zelensky, acrescentando que “a Rússia deve estar pronta para encerrar o conflito” de quatro anos.
Já Trump manteve-se calado quando lhe perguntaram se havia um acordo para o conflito. Ele também afirmou que as fronteiras ucranianas “não foram discutidas”.
– Esperamos que o conflito termine, várias pessoas já morreram. No mês passado, foram 30 mil, principalmente soldados, se limitou a declarar Trump sobre o andamento das negociações.
EUA
Também em Davos, o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, que irá se reunir ainda nesta quinta com o presidente Vladimir Putin na Rússia, afirmou que as tratativas tiveram “muitos progressos” e foram “reduzidas a uma única questão”, porém sem dar maiores detalhes.
– Acho que chegamos a um único problema, e discutimos várias maneiras de solucioná-lo, o que significa que é possível. Portanto, se ambos os lados quiserem resolver a questão, nós a resolveremos – falou Witkoff.
Já o Kremlin preferiu não comentar as declarações do enviado especial. No entanto, o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, ressaltou que Putin “aprecia profundamente os esforços para a manutenção da paz feitos pelo presidente Trump e por sua equipe”.