Rio de Janeiro, 17 de Maio de 2026

Washington diz que Cuba discutiu ataques com drones contra os EUA

Cuba discute uso de drones contra os EUA em meio a tensões crescentes. Entenda o contexto e as implicações dessa situação.

Domingo, 17 de Maio de 2026 às 14:52, por: CdB

A publicação surge em um contexto de forte tensão entre os dois países, enquanto autoridades cubanas acusam Washington de preparar o terreno político para uma intervenção contra a ilha.

Por Redação, com RFI – de Washington

Cuba adquiriu mais de 300 drones militares e recentemente considerou cenários para utilizá‑los contra a base americana de Guantánamo, no extremo leste da ilha, ou até mesmo contra o território dos Estados Unidos, informou neste domingo o site Axios, citando informações de inteligência classificadas.

Washington diz que Cuba discutiu ataques com drones contra os EUA | Um homem caminha nas ruas de Havana, enquanto a ilha enfrenta uma situação catastrófica de falta de energia e combustíveis
Um homem caminha nas ruas de Havana, enquanto a ilha enfrenta uma situação catastrófica de falta de energia e combustíveis

A publicação surge em um contexto de forte tensão entre os dois países, enquanto autoridades cubanas acusam Washington de preparar o terreno político para uma intervenção contra a ilha.

– Quando pensamos nesse tipo de tecnologia tão perto de nós, (…) é preocupante – destacou um alto funcionário norte-americano sob condição de anonimato, mencionando ao Axios “uma ameaça crescente”.

Ele afirmou que Cuba adquiriu desde 2023 drones de ataque da Rússia e do Irã, e agora busca obter ainda mais.

A relação entre os dois inimigos ideológicos está particularmente tensa há vários meses.

Donald Trump considera que a ilha comunista, situada a 150 quilômetros da costa da Flórida, representa “uma ameaça extraordinária” para a segurança nacional dos Estados Unidos.

Trump

O presidente norte-americano ameaçou várias vezes “tomar o controle” de Cuba, sugerindo enviar um porta‑aviões para a região.

Além do embargo norte-americano em vigor desde 1962, Washington, que não esconde seu desejo de ver uma mudança de regime em Havana, impõe desde janeiro um bloqueio petrolífero à ilha, tendo autorizado a chegada de apenas um navio petroleiro russo.

Os Estados Unidos também anunciaram, no início de maio, um endurecimento das sanções contra Cuba.

Nesse contexto, o diretor da CIA, John Ratcliffe, esteve em Havana na quinta‑feira para uma reunião excepcional com altos funcionários cubanos, enquanto os dois países mantêm negociações difíceis.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz‑Canel, declarou em meados de abril que o país estava “pronto” para enfrentar uma agressão militar americana.

A defesa civil da ilha divulgou nos últimos dias um “guia da família” destinado à “proteção diante de uma agressão militar”, segundo vários sites oficiais provinciais.

 

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