Mais uma vez, ruas e praças por toda a nação caribenha foram tomadas por cubanos, talvez não como em outras ocasiões, alguns criticarão, mas cheias de pessoas conscientes da necessidade de defender sua Revolução.
Por Redação, com Prensa Latina – de Havana
Paradoxalmente, apesar dos apagões, das dificuldades com água, transporte e alta inflação, a capital cubana amanheceu nesta sexta-feira com pessoas nas ruas defendendo a paz e rejeitando uma possível agressão militar contra Cuba. A celebração do Dia Internacional do Trabalhador, um feriado obsoleto em muitas partes do mundo, foi um espaço ideal para denunciar o bloqueio criminoso cada vez mais rígido imposto pelos Estados Unidos à ilha, e as constantes ameaças de invasão e guerra vindas do Norte.

Mais uma vez, ruas e praças por toda a nação caribenha foram tomadas por cubanos, talvez não como em outras ocasiões, alguns criticarão, mas cheias de pessoas conscientes da necessidade de defender sua Revolução. Que a população de Cuba envelheceu não é segredo, assim como o fato de muitos de seus filhos e filhas terem emigrado por uma série de razões; é palpável, visível e doloroso. “Mas esses também são motivos para lutar por um país próspero, um país que cresça e se desenvolva pacificamente”, observa o artigo publicado, nesta manhã, pela agência cubana de notícias Prensa Latina.
Nas primeiras horas do dia 1º de maio, muitos cubanos foram às ruas e, sem dizer uma palavra, “com passos firmes ou ao ritmo dos tambores, repetiram a mesma mensagem de rebeldia que vêm transmitindo com sangue aos seus descendentes desde que começaram a lutar pela independência, há quase dois séculos”.
Poema
“Amor, mãe, pela pátria, não é um amor ridículo pela terra,
“Nem mesmo na grama que pisamos.
“É o ódio invencível por aquele que a oprime.
“É um ressentimento eterno contra aqueles que a atacam…”, escreveu o herói nacional cubano José Martí, com apenas 15 anos, em seu poema ‘Abdala’, repetido pelas ruas de Havana.
E esse sentimento caminhou até o Malecón, de mãos dadas com o trabalhador, a família, o jovem casal, os adultos vestidos de milicianos, o avô com suas medalhas de Playa Girón, o líder sindical brasileiro e o ativista norte-americano que viajou a Havana para entregar doações a um hospital e marchar ao lado dos cubanos.
“Pode haver exaustão, até mesmo desespero; foram muitos anos de assédio e crise por parte dos ianques, mas, mesmo assim, Cuba voltou às ruas nesta sexta-feira para reafirmar seu voto de confiança no projeto de justiça social que tenta salvar da bota imperial, para defender um futuro de paz para seus filhos e para gritar ao governo dos EUA e seus seguidores que uma agressão contra este país lhes custará caro”, conclui a agência.