Rio de Janeiro, 11 de Maio de 2026

Copa do Mundo se aproxima em meio a expectativa e tensão

A Copa do Mundo de 2026 começa em 11 de junho, com 48 seleções e tensões geopolíticas. Descubra as expectativas e os desafios que cercam o torneio.

Segunda, 11 de Maio de 2026 às 11:46, por: CdB

A bola rola a partir de 11 de junho nos Estados Unidos, no México e no Canadá.

Por Redação, com CartaCapital – de Los Angeles

Esta segunda-feira marca o início da contagem regressiva de um mês para a Copa do Mundo de 2026, torneio marcado por tensões geopolíticas, pelas expectativas das 48 seleções participantes e pelos temores de algumas estrelas de perderem o evento por conta de lesões.

Copa do Mundo se aproxima em meio a expectativa e tensão | O estádio da Filadélfia já exibe as cores da Copa do Mundo de 2026
O estádio da Filadélfia já exibe as cores da Copa do Mundo de 2026

A bola vai começar a rolar no dia 11 de junho no histórico Estádio Azteca, na Cidade do México. Seis semanas depois, em 19 de julho, a grande final será disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, que recebeu um novo gramado na semana passada.

A maior Copa do Mundo da história terá com 48 seleções pela primeira vez e será organizada em três países (México, Estados Unidos e Canadá), com a sombra do conflito no Oriente Médio.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, garante há semanas que, conforme planejado, o Irã fará seus três jogos da primeira fase nos Estados Unidos, apesar da guerra entre os dois países.

Oriente Médio

O presidente dos EUA, Donald Trump, posteriormente deu sinal verde, mas antes havia semeado dúvidas sobre a presença iraniana em seu país e sugerido que o Irã deveria se retirar do torneio para sua “própria segurança”.

Embora a seleção Iraniana esteja viajando para os Estados Unidos, sua presença não será isenta de tensões, como se viu no final de abril, quando a delegação iraniana que viajava para o 76º Congresso da FIFA não conseguiu entrar no Canadá e denunciou o tratamento humilhante recebido pelas autoridades de imigração daquele país.

O conflito ameaça desencadear uma grande crise econômica e empurrar milhões de pessoas para a pobreza, alertou recentemente o Banco Mundial.

Organizações como a Anistia Internacional temem que a Copa do Mundo se torne “um palco para a repressão” devido às medidas de Trump contra a imigração.

Críticas

Outro dos aspectos mais controversos nestes meses de preparação tem sido o alto preço dos ingressos para um torneio que poderá gerar US$ 13 bilhões (R$ 63,6 bilhões na cotação atual) em receita para a Fifa.

Copa do Mundo se aproxima em meio a expectativa e tensão | O estádio de Nova Jersey, que vai ser palco da final da Copa do Mundo, recebeu um novo gramado
O estádio de Nova Jersey, que vai ser palco da final da Copa do Mundo, recebeu um novo gramado

– Estamos no mercado com a indústria de entretenimento mais desenvolvida do mundo. Portanto, temos que aplicar preços de mercado – argumentou Infantino na semana passada, acrescentando que 25% dos ingressos para a fase de grupos custavam menos de U$ 300  (aproximadamente R$ 1,4 mil).

– Nos Estados Unidos, não não dá para assistir a um jogo universitário, muito menos a jogo profissional importante de certo nível, por menos de US$ 300. E estamos falando da Copa do Mundo – justificou o dirigente, que tentará se reeleger como presidente da Fifa no ano que vem.

Muito próximo de Infantino, até mesmo o próprio Trump reconheceu desta vez que “não pagaria” os mais de US$ 1 mil (R$ 4,9 mil) fixados no valor de um ingresso para assistir ao jogo dos Estados Unidos contra o Paraguai na primeira fase.

O presidente da Fifa também se defende alegando que houve mais de 500 milhões de solicitações de ingressos, em comparação com os 50 milhões das Copas do Mundo de 2018 e 2022.

Mas também é verdade que o ingresso mais caro para a final no Catar, há quatro anos, custava cerca de US$ 1,6 mil (R$ 7.838), e para a do dia 19 de julho, o valor é de US$ 11mil (R$ 53.892).

A um mês do torneio, hoteleiros americanos expressaram decepção com o fato de o número de reservas não estar atendendo às expectativas, principalmente devido ao alto custo das viagens e às restrições de visto.

A Fifa e Infantino estão confiantes de que as controvérsias serão esquecidas assim que a bola rolar.

Medo de lesões

Faltando um mês para o início do torneio, o receio dos treinadores agora é que uma de suas estrelas fique de fora por lesão.

O Brasil, por exemplo, aguarda a recuperação do jovem atacante Estêvão, embora a grande dúvida seja se o técnico Carlo Ancelotti convocará Neymar ou não.

Vítimas do calendário desgastante da temporada, muitos jogadores já estão fora do torneio. É o caso de do zagueiro Éder Militão e do meia-atacante Rodrygo no Brasil.

Já a França perdeu Hugo Ekitiké, a Alemanha vai sem Serge Gnabry e Marc-André ter Stegen, e os Países Baixõs não terão Xavi Simons.

Com a proximidade da Copa, mais detalhes organizacionais estão sendo revelados: a Fifa apresentou a música oficial, intitulada Dai Dai e interpretada pela cantora colombiana Shakira.

Além disso, a Copa do Mundo terá pela primeira vez três cerimônias de abertura, uma em cada um dos primeiros jogos disputados nos três países anfitriões.

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