O alerta surge em meio à nova escalada militar dos EUA no Golfo Pérsico e aos ataques mortais americanos contra áreas civis do Irã.
Por Redação, com agências internacionais – de Teerã
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, major-general Mohsen Rezaei, voltou a ameaçar os Estados Unidos nesta quarta-feira, em resposta ao que classificou como agressão militar contínua e guerra econômica contra o país. Segundo ele, a nova estratégia adotada pela República Islâmica deverá levar, ao fim, à derrota dos adversários.

– Em breve vocês verão que a nova estratégia do Irã no campo de batalha, na diplomacia e no enfrentamento do bloqueio econômico destruirá seus alicerces – disse o general Rezaei em uma mensagem aos inimigos, em uma publicação em sua rede social X nesta quarta-feira.
Referindo-se à confusão criada pela guerra imposta pelos EUA e por Israel e pelas conspirações contra o Irã, o chefe de segurança disse que os inimigos da República Islâmica “não apenas não conseguiriam escapar do inferno” que criaram para si mesmos, mas experimentariam sua completa destruição.
O alerta surge em meio à nova escalada militar dos EUA no Golfo Pérsico e aos ataques mortais americanos contra áreas civis do Irã, o que levou as Forças Armadas iranianas a retaliar com bombardeios de mísseis e drones contra alvos inimigos na região.
Arábia Saudita
A Arábia Saudita, maior exportadora mundial de petróleo bruto, informou nesta quarta-feira que um ataque iraniano a um petroleiro de propriedade de sua empresa nacional de navegação resultou na morte de dois marinheiros filipinos.
Sidr, de propriedade da Bahri, era um dos dois superpetroleiros que transportavam petróleo saudita e que, segundo relatos, foram atingidos na noite de segunda-feira enquanto atravessavam o Estreito de Ormuz.
Teerã tem ameaçado os petroleiros que tentam navegar pela estreita via navegável sem autorização, impedindo as exportações de energia dos países vizinhos do Golfo, ricos em petróleo.
Cerca de um quinto do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito costumava passar pelo Estreito de Ormuz antes de EUA e Israel lançarem ataques contra o Irã em 28 de fevereiro.
A Bahri informou que os tripulantes morreram em um incidente de segurança envolvendo Sidr às 23h40, horário local, na segunda-feira.
“O reino enfatizou a necessidade de interromper a escalada de tensões e de respeitar a segurança marítima internacional e o abastecimento energético global”, disse o Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita.
“A Bahri permanece em contato contínuo com a embarcação e está coordenando estreitamente com as autoridades competentes e os atores do setor marítimo, ao mesmo tempo em que continua acompanhando de perto os desdobramentos”, informou a empresa em comunicado.
Em julho, outra embarcação da Bahri, o superpetroleiro Wedyan, foi atingido enquanto passava pelo estreito próximo à costa de Omã.
Outras duas embarcações da Bahri, a Masa e a Amzan, foram atacadas no Mar Vermelho em julho e agosto, depois que os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, declararam um bloqueio naval contra a Arábia Saudita.