Rio de Janeiro, 18 de Junho de 2026

Tebet quer ver o bolsonarismo ‘varrido da face da Terra’

Simone Tebet critica o bolsonarismo e defende uma oposição racional no Brasil. Saiba mais sobre suas declarações e propostas.

Quinta, 18 de Junho de 2026 às 20:49, por: CdB

Tebet também afirmou, em entrevista ao canal de ultradireita ‘Jovem Pan’, que o Brasil precisa de uma “oposição racional”, independentemente do campo ideológico.

Por Redação – de São Paulo

Ex-ministra do Planejamento e Orçamento, a ex-senadora Simone Tebet (PSB) afirmou, nesta quinta-feira, esperar que o bolsonarismo seja “varrido da face da terra e do país” para que a “verdadeira direita” volte a ocupar espaço no cenário político nacional.

Simone Tebet
Ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet é possível candidata ao Senado, por São Paulo

Tebet também afirmou, em entrevista ao canal de ultradireita ‘Jovem Pan’, que o Brasil precisa de uma “oposição racional”, independentemente do campo ideológico. A ex-candidata à Presidência, em 2022, critica o que classificou como um projeto “sectário” e afirmou que disputas centradas apenas em poder não podem bloquear pautas consideradas relevantes para o país.

— O que não pode é um projeto muito sectário, muito específico de poder e não de país, paralisar os projetos relevantes do Brasil. Então, o que eu espero do futuro é que o bolsonarismo seja varrido da face da terra e do país, e que a direita conservadora, que é a verdadeira direita, volte a tomar esse papel que ela deixou de ter nesse protagonismo. Que ela volte a ter o protagonismo ao lado da esquerda e de partidos de centro — afirmou.

 

Polarização

Tebet deixou o cargo no governo em março para se desincompatibilizar e concentrar esforços em sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo, em articulação ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ex-senadora, que se define como uma pessoa de centro, disse que não esperava chegar ao atual ciclo eleitoral com o Brasil ainda marcado por tamanha polarização.

Para ela, o debate público permanece preso a uma lógica ideológica que impede uma discussão mais profunda sobre os rumos do país.

— Mas, lamentavelmente, a polarização ainda está aí — concluiu.

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