O depoimento havia sido determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, mas o presidenciável optou por não comparecer pessoalmente.
Por Redação – de Brasília
Candidato do PL à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (RJ) conseguiu escapar do depoimento na sede da Polícia Federal (PF), na manhã de terça-feira, ao prestar esclarecimentos por escrito no inquérito em que é investigado por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O depoimento havia sido determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso, mas o presidenciável optou por não comparecer pessoalmente e enviou manifestação por escrito aos investigadores.
A apuração foi aberta após uma publicação feita por Flávio Bolsonaro na rede social X em janeiro, na qual o senador associou Lula a crimes como tráfico internacional de drogas e armas e lavagem de dinheiro. A mensagem ocorreu no contexto da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, por militares norte-americanos, que o levaram a uma prisão nos Estados Unidos.
Advogados
Na nota publicada em 3 de janeiro, Bolsonaro escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.
Ao apresentar os esclarecimentos, a defesa do senador afirmou que Flávio compartilhou “duas notícias verdadeiras, seguidas de dois comentários separados e independentes entre si”. Segundo os advogados, o primeiro comentário “era apenas uma previsão sobre algo que poderia ocorrer no futuro, sem atribuir ao presidente da República nenhum fato concreto”.
A defesa também sustentou que a segunda parte da publicação dizia respeito ao ex-mandatário venezuelano capturado.