O tribunal também condenou à morte seis ex-oficiais, incluindo o irmão do ex-ditador, Maher al-Assad, ex-comandante da Guarda Republicana.
Por Redação, com ANSA – de Damasco
Um tribunal de Damasco condenou à morte o ex-presidente da Síria Bashar al-Assad por crimes de guerra e contra a humanidade cometidos durante a guerra civil no país.

O julgamento foi realizado em contumácia, já que Assad, que comandou a Síria por 24 anos, fugiu para a Rússia em dezembro de 2024, após a queda de seu regime pelas mãos do atual presidente do país, Ahmed al-Sharaa.
O tribunal também condenou à morte seis ex-oficiais, incluindo o irmão do ex-ditador, Maher al-Assad, ex-comandante da Guarda Republicana e da 4ª Divisão Blindada, por homicídio premeditado, tortura e incitação ao ódio. Ele também foi julgado em contumácia.
Crimes
Atif Najib, primo do ex-presidente e ex-chefe de segurança na província de Daraa – berço da revolta contra o regime em 2011 -, também foi sentenciado à pena capital por crimes contra a humanidade, incluindo homicídio, morte intencional de menores de 15 anos e tortura com resultado de morte. Najib, preso desde janeiro do ano passado, era o único réu presente no processo.
Esse é o primeiro julgamento após a deposição de Assad, derrubado por uma ofensiva relâmpago de forças islamitas lideradas pelo ex-terrorista Al-Shaara, por atrocidades cometidas durante a guerra civil na Síria.
O conflito havia sido deflagrado em 2011, no âmbito da Primavera Árabe, e mais de 500 mil pessoas morreram em uma década e meia de combates.